<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-291811765283385745</id><updated>2011-11-27T21:16:57.161-02:00</updated><category term='Universidade Federal de Goiás'/><category term='Museu'/><category term='Resenha'/><category term='Henrique Silva'/><category term='Al Gore'/><category term='Mozilla Firefox'/><category term='Península Palestina'/><category term='Viola'/><category term='CMTC'/><category term='FICA'/><category term='Israel'/><category term='Folia'/><category term='Transporte Coletivo'/><category term='Tabac la conspiration'/><category term='Beijo Infeccioso'/><category term='Todos os Homens do Presidente'/><category term='Nepotismo'/><category term='Resumo'/><category term='América do Sul'/><category term='Zion'/><category term='Revolução Cultural'/><category term='Abraços Grátis'/><category term='Comunicação Pública'/><category term='Comunismo'/><category term='Código de Conduta'/><category term='Crise Econômica Mundial'/><category term='Mudanças Climáticas'/><category term='Sérgio Vilas Boas'/><category term='Gravidez'/><category term='Jornalismo Internacional'/><category term='Tropa de Elite'/><category term='Além dos Outdoors'/><category term='Goiás'/><category term='Escola Base'/><category term='Análise do Discurso'/><category term='Watergate'/><category term='Canadá'/><category term='ROTAM'/><category term='Phoenix'/><category term='Os Estrangeiros do Trem N'/><category term='A Informação Goyana'/><category term='Fumante'/><category term='Revolução Russa'/><category term='ONU'/><category term='Necrofilismo'/><category term='Boate'/><category term='Internet'/><category term='Cinema'/><category term='Aparecida de Goiânia'/><category term='Cultura Brasileira'/><category term='Petróleo'/><category term='Assessoria de Imprensa'/><category term='UnaSul'/><category term='Mídia'/><category term='Bush'/><category term='IV Frota'/><category term='Beijo'/><category term='Sertão'/><category term='McCartismo'/><category term='Jornalismo'/><category term='OPEP'/><category term='Vídeo'/><category term='Sionismo'/><category term='Entrevista'/><category term='RodeioShow'/><category term='Cigarro'/><category term='Ideologia'/><category term='Juno'/><category term='Québec'/><category term='Diablo Cody'/><category term='Argentina'/><category term='Sião'/><category term='Chile'/><category term='Assessoria de Comunicação'/><category term='Identidade Cultural na Pós-Modernidade'/><category term='Sertanejo'/><category term='Meio Ambiente'/><category term='Crise'/><category term='Guerra do Golfo'/><category term='Stuart Hall'/><category term='Internet Explorer'/><category term='Catira'/><category term='Ministério Público'/><category term='Análise'/><category term='BOPE'/><category term='Goiânia'/><category term='Uma Verdade Incoveniente'/><category term='EUA'/><category term='Oriente Médio'/><category term='Free Hugs'/><category term='Caio Henrique'/><title type='text'>Reportagens - Dana .box</title><subtitle type='html'>Reportagens e outros textos produzidos por Lorena Gonçalves, estudante de Jornalismo da Universidade Federal de Goiás - UFG.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Lorena Dana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15626693988872848654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wpQC34cxQ-c/TE2BRW_gfII/AAAAAAAACz8/ZyVzE5xDmMk/S220/AVATAR_DANA-box.png'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>27</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-291811765283385745.post-6034539528481164039</id><published>2009-06-11T16:02:00.000-03:00</published><updated>2009-06-11T16:03:38.579-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Assessoria de Imprensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação Pública'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Assessoria de Comunicação'/><title type='text'>Comunicação Pública: da conceituação ao interesse público</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A consideração de comunicação pública não é restrita somente àquela comunicação que não é privada. Há uma busca complexa por este conceito em níveis teóricos, mas principalmente na totalidade prática. Por causa de tamanha diversidade conotativa, o tema é interpretado e analisado por vários autores em todo o mundo. De fato, a expressão ainda não tem um valor significativo claro, até porque a área de atuação profissional também não é delimitada.  Contudo, quando se fala em comunicação pública, é senso comum remetermos-nos à política. Isso ocorre porque a mídia passou a exercer funções específicas dentro da esfera pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em alguns lugares do mundo, liga-se a comunicação pública à comunicação organizacional. O principal argumento para justificar essa conotação é o de que os processos comunicativos se dão no interior das organizações, e também entre ela e os públicos-alvos. Nesse sentido, a atividade profissional seria estratégica e pautada em planejamentos, em busca da construção de níveis de relacionamento com os interessados e de uma identidade institucional. Dentro deste universo, não importa se a instituição é pública ou privada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Já outros autores defendem que a comunicação pública tem estreitamentos com a comunicação designada como científica. O objetivo seria moldar um bloco de atividades e estudos para fomentar canais de integração da ciência (em seu termo genérico) com a vida cotidiana das pessoas. Em outras palavras, seria um processo em que as informações científicas fossem canalizadas em instrumentos de interesse da opinião pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Um outro viés bastante comum é a identificação com a comunicação estatal (governamental). Os argumentos para defenderem esta significação são de que é responsabilidade do Estado e do Governo manter um fluxo de informação com os cidadãos. Já a comunicação política é tida em outro conceito, no de que esta tem seu surgimento intrínseco ao da imprensa e às mídias. Parte-se do pressuposto de que a mídia mantém-se em relações de trocas e benefícios com o cenário político, econômico e social de um Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Outra conceituação é da comunicação pública como um processo desenvolvido por organizações não-governamentais, membros de movimentos populares, ou representantes de comunidades. É conhecida como comunicação alternativa, ou comunitária. Seria uma comunicação tida após uma série de reflexões sociais a respeito das responsabilidades públicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No Brasil, apesar de haver divergências como em todo o mundo, tem-se um ponto intersectivo que demonstra uma tendência a conceituar a comunicação pública como um processo a ser estruturado entre o governo, o Estado, e a sociedade. O objetivo deste viés é utilizar a informação a serviço do desenvolvimento social. Nesse raciocínio, tem-se que a chamada comunicação governamental brasileira, historicamente esteve relacionada às propagadas homogeneizadoras. De acordo com Elisabeth Brandão, a busca atual pela cidadania na mídia seria uma forma de retratação por esse passado comprometedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Durante o período definitório (que ainda está em vigor), conceituar a comunicação pública, por muito tempo, era o mesmo que discorrer sobre a comunicação governamental, principalmente com a popularização das mídias radiofônicas nos anos 20. O caráter de espaço aberto para a sociedade organizada é relativamente novo. Por muitos anos de governo, fez-se pouco caso da comunicação pública. Pela situação, ou mesmo pelo maquiavelismo, não havia preocupação de concretizar planos nacionais na área. Atualmente, romper com esses paradigmas significa perpassar um histórico conturbado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A conscientização proposta pela autora Heloíza Matos é de que a comunicação pública, quando bem utilizada, promove a estruturação do capital social, que é revertido em ações de cidadania, bem como em solidariedade, lealdade e confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No entanto, além das relações de causa e conseqüência, há alguns pontos essenciais que determinam a validade da comunicação pública, como ignorar interesses individuais e exaltar os sociais; centrar a atenção aos cidadãos envolvidos; considerar a metodologia como algo além de informação; possibilitar métodos de convergência para adequação ao interesse público; e compreender a complexidade do processo comunicativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Alguns autores consideram estes aspectos utópicos e intangíveis, pois a comunicação pública atual serviria como apoio para servir de elemento persuasivo, manipulador, ou sedutor. Nesse sentido, ela seria apenas uma peça da disputa pela manutenção do poder, praticada com justificativas de “espírito público” e “interesse coletivo”, mas mascarada por ganâncias pessoais e/ ou corporativistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A matéria prima para estes processos comunicacionais, sejam eles benéficos ou maléficos em âmbito de desenvolvimento social, é a informação. Esta exerce várias funções dentro das propostas às quais é aplicada, como no caráter institucional, mercadológico, ou de utilidade pública. A comunicação é um tipo de produto que necessita ser entregue, no entanto, é importante ressaltar, que ela age sobre o sujeito receptor, e volta na forma de feedback, caso o processo tenha efeitos satisfatórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nesse sentido, a comunicação pública deve ser tida como algo mais amplo do que a informação, não só pelo argumento anterior, mas também porque permite que o cidadão contextualize aquilo que lhe diz respeito, tornando-o protagonista do processo, e não apenas receptor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Algo a ser compreendido dentro da discussão sobre comunicação pública, é que dia após dia, torna-se mais complexo demarcar, ou mesmo visualizar, fronteiras entre aquilo que é privado, e aquilo que é público. Por causa dessa falta de entendimento, muitas empresas e organizações tendem a justificar sua ética a partir dos preceitos lucrativistas. No entanto, a partir dessas premissas equivocadas podem surgir situações inesperadas de crises, e assim como na teoria do Efeito Borboleta de Eduard Lorenz, as conseqüências ocasionadas podem tomar proporções inimagináveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Graças ao poderio midiático, as empresas não estão mais em planos simples e lineares de comunicação. Por isso, é extremamente dificultoso expressar desfechos particulares quando, no contexto de globalização e homogeneização, se está inserido em um ambiente intensamente mutável, incerto, e observado. Em períodos de crise é necessária cautela ainda maior nesse campo repleto de armadilhas, principalmente quando se está na função de assessoria de comunicação, pois para o papel designado cabe as tarefas de proteger a imagem simbólica e real das instituições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em busca de controlarem situações controversas, muitas empresas confundem situações de envolvimento social com métodos oportunistas e hipócritas para a legitimação da instituição. Nesses casos, ocorrem omissões, tramitações sigilosas e ilegais, além de jogos políticos em background. De acordo com o autor Wilson Bueno, a comunicação de interesse público, assim como o conceito de responsabilidade social, não pode resumir-se a ações isoladas porque se corre o risco de se confundir com práticas meramente comerciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As soluções para que esses problemas não ocorram é mobilizar a sociedade pra que os interesses públicos se sobressaiam aos privados, formar profissionais com autocrítica e crítica social, dar ênfase para fatos positivos e que dêem bom exemplo, e fortalecer as mídias alternativas. Essas medidas em conjunto, visam combater a estruturação avançada de uma hegemonia comunicacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Apesar de o conceito de comunicação pública não ser único e conciso, há outra definição que deve ser analisada: o interesse público. Isso porque o termo designa algo relativamente universal, mas como encontrar uma intersecção intelectual em um ambiente coletivo? Na verdade, esse conceito seria um emaranhado de interesses, entrelaçados culturalmente e tradicionalmente. Dentro da sociedade da informação, que inventa novas tecnologias a cada dia, o interesse público está cada vez mais ligado a uma dualidade arbitrária. Por um lado, produz-se um bem social, mas por outro, trata-se de uma mera mercadoria noticiosa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291811765283385745-6034539528481164039?l=dana-jornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/feeds/6034539528481164039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=291811765283385745&amp;postID=6034539528481164039&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/6034539528481164039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/6034539528481164039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/2009/06/comunicacao-publica-da-conceituacao-ao.html' title='Comunicação Pública: da conceituação ao interesse público'/><author><name>Lorena Dana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15626693988872848654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wpQC34cxQ-c/TE2BRW_gfII/AAAAAAAACz8/ZyVzE5xDmMk/S220/AVATAR_DANA-box.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-291811765283385745.post-3360203146053011905</id><published>2009-06-11T16:00:00.001-03:00</published><updated>2009-06-11T16:01:27.761-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guerra do Golfo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Petróleo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oriente Médio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='OPEP'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EUA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise Econômica Mundial'/><title type='text'>Crise do Petróleo: dos anos 50 à atualidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O petróleo é hoje um dos elementos mais importantes da economia mundial. A refinação de seus componentes produz matérias-primas de combustíveis, polímeros plásticos e até de medicamentos. De acordo com o Departamento de Estatística dos Estados Unidos, uma parte significativa da produção petrolífera atual se encontra no Oriente Médio. Entre os 15 maiores produtores mundiais, cinco estão na região. Além disso, as cinco maiores reservas do planeta estão localizadas na Arábia Saudita, no Irã, no Iraque, no Kuwait, e nos Emirados Árabes Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Desde a Idade Antiga há registros do uso do petróleo, principalmente como produto para pavimentação de estradas, aquecimento, e lubrificantes. Entretanto, foi na metade do século XIX que o primeiro poço de extração foi construído, na Pensilvânia (EUA). Nascia ali a indústria petrolífera moderna. Em 1874, os Estados Unidos já produziam dez milhões de barris anuais de petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No Oriente Médio, a exploração se deu a partir da rivalidade entre o Império Russo e a Grã-Bretanha. A Inglaterra mantinha acordos com a Pérsia (atual Irã), que permitiam a produção do combustível fóssil. Além de um pacto econômico, a situação era politicamente engajada, pois neutralizaria os interesses russos na região. Após desavenças, quebras e reincidências de contratos, a primeira perfuração de sucesso foi feita em 1904, em uma área desértica da Pérsia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em pouco tempo, a atividade petroleira tornou possível a criação de grandes empresas do Oriente Médio, como a Turkish Petroleum Company, e a Anglo-Persian Oil Company. Nesse período da História, vários países controlavam o mercado, como a Alemanha e a França. Contudo, ao eclodir da Primeira Guerra Mundial, as cooperações entre países inimigos foram suspensas. Após a derrota alemã, e a dissolução do Império Otomano, as potências vencedoras passaram a controlar o petróleo na região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No final da década de 20 do século XX, havia um monopólio de mercado por parte da Grã-Bretanha. Para validar as explorações, era necessário que os responsáveis apresentassem cláusulas de nacionalidade britânica. O monopólio só foi quebrado na década de 30, quando houve desentendimentos entre a potência inglesa e a Arábia Saudita. Derrotados, os britânicos associaram-se aos estadunidenses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Após a Segunda Guerra Mundial, as nações estavam em processo de consolidação, e havia um forte sentimento de soberania nacional. Desta maneira, os países do Oriente Médio manifestaram-se a favor da libertação das companhias petrolíferas ocidentais. No Irã, por exemplo, as jazidas foram nacionalizadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A Organização dos Países Exportadores de Petróleo foi criada em 1960, por Arábia Saudita, Kuwait, Irã, Iraque, e Venezuela. O objetivo da OPEP era unificar o preço do produto, promover um cartel internacional, e controlar as ofertas mercadológicas. No entanto, a organização só pôde mostrar seu potencial cerca de 10 anos depois da criação, quando um oleoduto se rompeu, e as oscilações de mercado mostraram o quanto o mundo dependia da produção petrolífera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A primeira crise que abalou as indústrias petrolíferas foi a Guerra de Suez (1956), na qual o principal canal de exportação de mercadorias foi nacionalizado pelo Egito. Com o bloqueio, o abastecimento de petróleo foi interrompido, e os preços aumentaram subitamente. Já na Guerra do Yom Kipur (1973), a crise se intensificou graças a um conflito entre Israel, e uma coalizão árabe liderada pelo Egito. No ocorrido, a OPEP elevou o preço do barril em 70% e diminuiu o ritmo de produção. A partir de então, os países produtores do combustível fóssil tornaram-se controladores do mercado, pois as companhias petrolíferas perderam espaço diante das nações comerciantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Durante praticamente toda a década de 80, o conflito Irã-Iraque intensificou a chamada Crise do Petróleo. Na guerra, os preços aumentaram mais de 1000%, devido a vários poços de extração que foram incendiados. Além disso, a maior refinaria do mundo de combustível fóssil foi destruída, em Abadã, no Irã, e o conflito enfraqueceu dois dos principais produtores mundiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Já no início da década de 90, iniciou-se a Guerra do Golfo. O Iraque, coordenado por Saddam Hussein, havia invadido o Kuwait. Com a intervenção dos Estados Unidos, os iraquianos foram expulsos, mas alguns poços kwaitianos foram incendiados. Os ataques ocasionaram tensões econômicas e ecológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No ano passado, às vésperas da eclosão da atual crise econômica mundial, houve movimentos especulativos em nível global, o que ocasionou aumento de mais de 100% no preço do petróleo, somente entre os meses de Janeiro e Julho. Desta maneira, o petróleo continua como grande força motriz para crises no Oriente Médio. Por causa da distribuição planetária, e da interatividade mercadológica, os países dependentes do combustível fóssil estão à mercê das influências internacionais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291811765283385745-3360203146053011905?l=dana-jornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/feeds/3360203146053011905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=291811765283385745&amp;postID=3360203146053011905&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/3360203146053011905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/3360203146053011905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/2009/06/crise-do-petroleo-dos-anos-50.html' title='Crise do Petróleo: dos anos 50 à atualidade'/><author><name>Lorena Dana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15626693988872848654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wpQC34cxQ-c/TE2BRW_gfII/AAAAAAAACz8/ZyVzE5xDmMk/S220/AVATAR_DANA-box.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-291811765283385745.post-8911575396950121740</id><published>2009-06-11T15:57:00.001-03:00</published><updated>2009-06-11T15:59:45.109-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura Brasileira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bush'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UnaSul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Chile'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EUA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='IV Frota'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Argentina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='América do Sul'/><title type='text'>América do Sul monitorada pelos EUA</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Estados Unidos reativam frota da II Guerra Mundial e causam tensão na UnaSul&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No último dia 10 de março, o Conselho de Defesa Sul-americano se reuniu pela primeira vez, em Santiago, capital do Chile. O encontro, promovido por iniciativa brasileira, teve a participação dos doze ministros da Defesa de doze países da América do Sul. O Conselho foi criado para o diálogo na região, no qual se pode desenvolver e compartilhar atividades conjuntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; De acordo com o ministro da Defesa chileno, José Goñi, “o Conselho não constitui uma aliança militar no sentido clássico, não temos inimigos externos identificados.” No entanto, em maio do ano passado, época de oficialização da criação da UnaSul, os Estados Unidos da América (por meio do presidente George W. Bush e da secretária de Estado Condoleezza Rice, declararam a reativação da IV Frota.  Trata-se de um comando militar voltado às atividades náuticas, criado durante a II Guerra Mundial para abater navios e submarinos alemães que atacavam embarcações mercantes dos países aliados aos EUA no Cone Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A IV Frota fora extinta no início da década de 50, e foi reostentada sob a justificativa de que “trata-se de uma demonstração dos Estados Unidos com seus aliados na região.” O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se mostrou preocupado dois meses após a oficialização desse comando militar, e pediu explicações. “Nós agora descobrimos petróleo em toda a costa marítima brasileira, a 300 quilômetros da nossa costa, e nós, obviamente, queremos que os Estados Unidos nos expliquem qual é a lógica desta Quarta Frota. Nós vivemos numa região totalmente pacífica.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Apesar da declaração de Lula, a o continente enfrenta problemas sérios, causados principalmente por conseqüência do tráfico de drogas. Na América do Sul, os grandes produtores de cocaína (Colômbia, Peru, e Bolívia) garantem a distribuição da droga pelo mundo. Neste processo, o Brasil é um dos maiores atores da rota internacional do tráfico. Após alcançar os destinos internos, as drogas vão para o litoral, alimentar o narcotráfico em outros continentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O dinheiro gerado pela comercialização ilícita de drogas dá continuidade ao tráfico de drogas e a outras atividades ilegais, como corrupção política e judicial, tráfico de pessoas, além de financiamento de grupos paramilitares, como o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, o PCC em São Paulo, e as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Neste ano, a ONU, Organização das Nações Unidas, informou que o cultivo da coca registrou aumento nos países andinos, apesar das políticas oficiais de erradicação de plantações e incentivos a outras práticas agrícolas. De acordo com o documento da instituição, no ano de 2007, a área cultivada chegou a 181,6 mil hectares, uma área maior do que a cidade de São Paulo. Nesse período, a Colômbia foi responsável por 600 toneladas; o Peru 290 toneladas; e a Bolívia, 104 toneladas de cocaína.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A principal rota de tráfico sai da Colômbia para os EUA, por meio do Caribe. De acordo com o governo de Álvaro Uribe, 80% da produção é levada em lanchas rápidas, capazes de transportar até uma tonelada e meia por viagem. No entanto, há uma nova rota de importância para os países africanos. Segundo um estudo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (Unodc), drogas ilegais são a causa de crimes na Guiné-Bissau e em Cabo Verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O órgão da ONU sugeriu que o tráfico de drogas na América do Sul representa uma grande ameaça à estabilidade de nações do oeste da África. “Cabo Verde é um país que recebe muito turismo, sobretudo turismo europeu. Alguns destes turistas se transformam em traficantes de drogas, levando a cocaína para a Europa”, afirmou Giovanni Quaglia, representante do Unodc no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Um dos principais indicadores das conseqüências do narcotráfico na América do Sul é o dinheiro investido em armamentos. O Instituto Internacional de Estudos Estratégicos de Londres registrou, em cinco anos, um aumento de 91% dos gastos com armamentos na América Latina, que passaram de US$ 24,7 bilhões em 2003, para US$ 47,2 bilhões em 2008. Neste período, a Venezuela comprou aviões Sukhoi, fuzis Kalashnikov e submarinos, todos armamentos russos. Outros grandes importadores bélicos foram Colômbia, Brasil e o Chile.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os armamentos contribuem para a manutenção de grupos paramilitares, e consequentemente a violência no continente. Um exemplo ocorreu em março do ano passado, quando um ataque colombiano contra um campo da guerrilha das Farc, causou tensão entre o país e o Equador. Até hoje, Quito e Bogotá ainda não restabeleceram suas relações diplomáticas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291811765283385745-8911575396950121740?l=dana-jornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/feeds/8911575396950121740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=291811765283385745&amp;postID=8911575396950121740&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/8911575396950121740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/8911575396950121740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/2009/06/america-do-sul-monitorada-pelos-eua.html' title='América do Sul monitorada pelos EUA'/><author><name>Lorena Dana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15626693988872848654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wpQC34cxQ-c/TE2BRW_gfII/AAAAAAAACz8/ZyVzE5xDmMk/S220/AVATAR_DANA-box.png'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-291811765283385745.post-8512346592224344586</id><published>2009-06-11T15:56:00.000-03:00</published><updated>2009-06-11T15:57:39.384-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ONU'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sionismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Península Palestina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Zion'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oriente Médio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Israel'/><title type='text'>A terra das incertezas</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Península Palestina é palco de conflitos mesmo antes da criação do Estado de Israel&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As primeiras citações relacionadas ao povo israelita datam de 2000 a.C. Vários grupos nômades dos que se intitulavam “escolhidos de Deus” habitavam a região entre os rios Tigre e Eufrates, a Mesopotâmia. Por volta do ano 1600 a.C, o povo de Israel migrou para o Egito em busca de terras mais férteis e estabilidade na subsistência. Na época, o governador egípcio era José, um descendente israelita. Entretanto, com as sucessões de poder, o novo faraó temeu pelo crescimento populacional e tornou os migrantes escravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Após os anos de cativeiro no Egito, as tribos israelitas se unificaram em um único reino. Por meio de guerras, voltaram para a região do monte Sinai, e tomaram Jerusalém, que se tornou a nova capital. Em 922 a. C. Israel foi dividido em dois: o Reino das Dez Tribos ao norte, e o Reino de Judá ao sul. Nessa época, aproveitando-se da fragilidade do povo, Nabucodonosor, o imperador da Babilônia, invadiu a região e tornou os israelitas seus escravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Cinqüenta anos depois, os escravos foram libertos, e voltaram para Jerusalém, onde reconstruíram a cidade das ruínas, e reuniram seu povo. No entanto, a calmaria não durou muito, pois o Império Romano dominou Israel e, além de outros fatos, oficializou a religião cristã como oficial. Os judeus, já denominados assim, se rebelaram várias vezes contra os romanos, mas não obtiveram resultados benéficos. Somente na Grande Revolta Judaica, um milhão de pessoas teria morrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por causa dos conflitos, os judeus dissiparam-se pelo mundo no chamado Êxodo. Durante esse período de fugas, a região que ocupavam no Oriente Médio foi tomada por árabes. O Império Romano, então, oficializou a região como Península Síria Palestina. Desta forma, sem uma área geográfica delimitada para seu Estado, os judeus continuaram em diáspora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Somente no final do século XIX, com o Sionismo, os judeus alertaram-se para a possibilidade de se unirem para terem uma autonomia nacional. O movimento sionista tinha o objetivo de mobilizar os descendentes israelitas para comprarem terras na região do monte Sinai, onde formariam um novo Estado. Entretanto, a escolha do território foi complexa. Os judeus cogitaram formar o novo país em áreas como Uganda, Bacia do Rio Prata (Argentina) e Ilha de Chipre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A área no Oriente Médio foi escolhida por causa de seu valor simbólico para os judeus, pois ali fora o berço da civilização, e onde estaria a Terra Prometida de Canaã (um lugar que manaria leite e mel para os escolhidos de Deus).  Contudo, os árabes palestinos já habitavam a região há cerca de 400 anos, e os conflitos se sucederam cronologicamente entre os dois povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Após o Holocausto nazista, no qual mais de seis milhões de judeus foram mortos, as pressões para a criação do Estado de Israel intensificaram-se sobre a Organização das Nações Unidas (ONU). Então, em novembro de 1947, uma Assembléia Geral decidiu pela divisão da região em dois estados, um judeu e um árabe. Os sionistas aprovaram a decisão, mesmo que não tivessem conseguido toda a península da Palestina. Já a Liga Árabe, que compreendia 22 países árabes, não aceitou a partilha, e iniciou um conflito armado contra Israel. A partir deste momento, três grandes guerras foram instauradas na região: a Guerra de Suez, a Guerra dos Seis Dias, e a guerra do Yom Kippur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;As origens do Sionismo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O termo Sionismo vem da palavra Sião (Zion), que é um monte localizado próximo a Jerusalém. O movimento sionista tinha o objetivo de, com bases religiosas, reunir os judeus dispersos pelo mundo em um único lugar, onde formariam um Estado Judaico. Desenvolveu-se principalmente no centro e no leste da Europa, a partir da segunda metade do século XIX.&lt;br /&gt; Alguns dos pensadores mais importantes do Sionismo foram Dov Ber Borochov e Aaron David Gordon, que discorreram idéias de cunho socialista. As principais críticas recebidas pelo movimento foram a respeito do possível racismo, já que a formação do Estado de Israel excluiria todo aquele que não tivesse descendência judia, ou que se declarasse convertido ao judaísmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291811765283385745-8512346592224344586?l=dana-jornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/feeds/8512346592224344586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=291811765283385745&amp;postID=8512346592224344586&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/8512346592224344586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/8512346592224344586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/2009/06/terra-das-incertezas.html' title='A terra das incertezas'/><author><name>Lorena Dana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15626693988872848654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wpQC34cxQ-c/TE2BRW_gfII/AAAAAAAACz8/ZyVzE5xDmMk/S220/AVATAR_DANA-box.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-291811765283385745.post-6760180329182170248</id><published>2009-06-11T15:51:00.001-03:00</published><updated>2009-06-11T15:55:23.126-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Revolução Russa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='McCartismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EUA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornalismo Internacional'/><title type='text'>McCartismo: a caça às bruxas comunistas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Após segunda guerra mundial, uma política de abominação ao Comunismo foi disseminada pela maior potência mundial&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Desde a segunda metade da década de 10 do século XX, havia rumores de que o regime Comunista poderia atingir, em algum grau e de alguma forma, os Estados Unidos. As expectativas formavam-se a partir do conceito de que a recém criada União Soviética seria uma potência respeitável, diante do episódio da Revolução Russa de 1917.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As tensões internacionais intensificaram com o passar dos anos. Em 1938, os EUA criaram a Comissão para Investigação de Atividades Antiamericanas, uma instituição que trabalhava em busca de atividades que pudessem ser taxadas como espionagem contra o país. No ano seguinte, 1939, todos os funcionários federais estadunidenses foram proibidos de formar organizações revolucionárias, de acordo com a lei Act Hatch. Todos eram suspeitos de atividades ilícitas, até mesmo o presidente Franklin Roosevelt, que foi acusado de permitir infiltrações comunistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No entanto, a grande problemática entre os EUA e a União Soviética ocorreu após a Segunda Guerra Mundial. Os dois países estabeleceram-se como as potências econômicas mais relevantes da época. O sucessor de Roosevelt, Harry Truman, intensificou as políticas protecionistas estadunidenses contra o Comunismo. O então novo presidente acreditava que influências do regime “privava os povos de liberdade, devendo, portanto, ser combatido”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em 1947 surgiu oficialmente a Guerra Fria, um conflito de extremos ideológicos: o capitalismo versus o socialismo. As políticas externas dos EUA, logo foram incorporadas também internamente: no imaginário social os soviéticos eram tidos como inimigos que deveriam ser perseguidos. Neste contexto surge o McCartismo, um fenômeno composto por denúncias indiscriminadas, prisões, perseguições políticas, incentivos às delações, formação de listas acusatórias, e desrespeito aos direitos individuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O McCartismo, cujo nome é dedicado ao seu fundador senador Joseph McCarthy, era justificado em prol da democracia, e por ser contra as conspirações antiestadunidenses. Um dos primeiros alvos da nova política foi o cerne do Cinema no país, Hollywood. Assim como no período ditatorial brasileiro, as obras cinematográficas dos EUA eram fiscalizadas por profissionais a serviço do governo. Devido à repressão, até mesmo Charles Chaplin tornou-se vítima de perseguição, e acabou por deixar o país. As acusações de comunismo também foram feitas contra universidades, sindicatos, música, arte, teatro, e até contra o serviço público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O senador McCarthy teve seu auge de atuação política a partir de 1950, quando várias denúncias de infiltração comunista foram feitas ao Departamento de Estado. Ele foi presidente de uma Subcomissão de Inquérito do Senado dos EUA e difundiu especulações a respeito da instabilidade nacional diante da influência da União Soviética. A sensação de tensão foi intensificada pelo apoio midiático recebido. Os veículos de comunicação propagavam a idéia de “ameaça vermelha” frequentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A decadência do senador ocorreu quando arquivos confidenciais do Exército estadunidense foram exigidos para passarem por inquéritos. A atitude foi desaprovada pela instituição, e McCarthy foi afastado de seu cargo político. Embora, mesmo com sua morte, em 1957, o McCartismo teve vestígios até a década de 70, como as listas negras, e especulações catastróficas. O fim desta política ocorreu em 1975, e foi simbolizada pela extinção da Comissão de Segurança Internacional.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291811765283385745-6760180329182170248?l=dana-jornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/feeds/6760180329182170248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=291811765283385745&amp;postID=6760180329182170248&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/6760180329182170248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/6760180329182170248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/2009/06/mccartismo-caca-as-bruxas-comunistas.html' title='McCartismo: a caça às bruxas comunistas'/><author><name>Lorena Dana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15626693988872848654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wpQC34cxQ-c/TE2BRW_gfII/AAAAAAAACz8/ZyVzE5xDmMk/S220/AVATAR_DANA-box.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-291811765283385745.post-9037012518956610391</id><published>2008-11-02T13:35:00.001-02:00</published><updated>2009-01-24T14:12:08.961-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Necrofilismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Boate'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Beijo Infeccioso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Goiânia'/><title type='text'>A Lenda do Beijo Infeccioso</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Boatos e especulações ganham valor de fatos e ocupam o imaginário dos goianienses&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;por &lt;a href="http://www.dana-box.com/"&gt;Lorena Gonçalves&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://pseudoficcao.blogspot.com/"&gt;Paula Falcão&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;___________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um mês uma história fantástica tem se espalhado por Goiânia. O boato conta sobre uma garota que teria se infectado com uma bactéria de cadáveres por meio de um beijo dado em um estranho. Essa é apenas a temática da narrativa, que dadas as circunstâncias informais, ganhou várias versões, que caracterizam um tipo de lenda urbana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lendas urbanas são histórias de caráter duvidoso e sensacionalista, e que de modo geral, são transmitidas oralmente, e passam a fazer parte do imaginário popular. Na maioria dos casos, as personagens são pessoas não-relacionadas diretamente ao indivíduo que conta a narrativa, o que cria um ciclo vicioso, repleto de especulações, oscilações e contraposições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O relato mais recente, que tem instigado a curiosidade e o medo nas pessoas é sintetizado no depoimento de Alice Queirós, estudante de biomedicina: “Uma menina foi pra uma festa de uma famosa boate de Goiânia, e influenciada por uma amiga, beijou um rapaz muito bonito. Entretanto, após algumas horas notou feridas no rosto, na região próxima à boca. Preocupada, procurou ajuda médica e descobriu que, por causa do beijo, estava infectada com bactérias que só poderiam ser encontradas em cadáveres. Ao ser acionada, a polícia investigou o caso e descobriu que o rapaz responsável escondia dois corpos em seu apartamento, e praticava sexo com eles. A moça foi internada, e se encontra em estado grave.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os desdobramentos desse primeiro depoimento são inúmeros. “Fiquei sabendo que ela está internada em estado grave, na UTI”, afirma Geovana Gonçalves, estudante de Biomedicina. “Ela está em coma, em carne viva”, disse Weilly Lino, universitário. Já Bruna Lemes, estudante de ensino médio afirma que a infecção foi fatal. “Me informaram que ela morreu”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As versões sobre o rapaz responsável pelo ocorrido também são controversas. Algumas fontes dizem que ele seria um estudante de medicina, que trabalhava no Instituto Médico Legal, IML, e que por isso se contaminou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outra narração o jovem se chamaria Evandro e esconderia cadáveres roubados de cemitérios em seu apartamento. “Ele é necrófilo, ou seja, mantém relações sexuais com cadáveres e teria sido preso, após os policiais terem encontrado os corpos de duas mulheres em sua casa. Um estava no guarda-roupa, e o outro que ele mais gostava, estava na geladeira”, afirma Caroline Ribeiro, universitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, os boletins policiais das últimas semanas revelam que não houve caso de algum rapaz preso por violação de cadáver, ou assassinato, cuja história se encaixe com os parâmetros divulgados no boca-a-boca. "Conversei com colegas, inclusive da delegacia de homicídios e constatei que não há registros sobre o caso", afimou Rander Gomes de Deus, delegado federal aposentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os hospitais listados pelas pessoas nos relatos revelaram que não houve qualquer paciente que se enquadrasse com o episódio descrito. Nádia Chuc, uma das médicas responsáveis pela UTI do Hospital de Doenças Tropicais de Goiânia (HDT), afirmou que a garota não estava internada na instituição e considerou que a história “é até engraçada, de tão absurda! É um caso a ser estudado pela psiquiatria!”. Nádia afirmou ainda que é comum fofocas assim serem espalhadas pelos corredores de hospitais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de o fato ser conhecido amplamente na cidade, a história não foi noticiada, ou confirmada por qualquer veículo de comunicação. A TV Anhanguera e o jornal o Diário da Manhã, citados em alguns dos relatos, negaram terem noticiado qualquer acontecimento similar. Muitas declarações, no entanto, dizem que as famílias envolvidas são influentes e que a contenção da notícia ocorre para evitar constrangimentos para a vítima. “Ouvi dizer que a menina infectada é filha de um delegado, por isso estão escondendo da mídia”, afirmou Alice Queirós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Pessoas que conheceram a história relatam que a possível fonte inicial seria uma professora de Anatomia da Universidade Federal de Goiás, que teria tido contato direto com a jovem infectada, em um hospital. Todavia, a professora responsável pela disciplina na instituição informou que não tem conhecimento do assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Apesar das especulações, a narrativa carrega verossimilhança. Existem doenças transmissíveis por meio do beijo, desde a simples “Doença do Beijo”, causada pelo vírus Epstein-Barr e que simula uma gripe; até doenças sexualmente transmissíveis, como gonorréia e sífilis. A necrofilia também é uma realidade. Há vários casos de pessoas que se envolvem sexualmente com cadáveres, como o ocorrido em 2005, em Coxim – Mato Grosso do Sul, no qual um homem foi preso por violar um túmulo de uma mulher recém-falecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, existe uma bactéria com características compatíveis com as relatadas, mas que não se relaciona com cadáveres: a vibrio vulnificus. É um microorganismo que provoca infecções em feridas. Pessoas com problemas hepáticos ou imunodeficiência estão sujeitas às infecções mais graves. Nesses casos a infecção pode levar rapidamente a morte. A bactéria é natural de ambientes e espécies marinhos.  Não há dados disponíveis sobre a freqüência da patologia no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lendas Urbanas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lendas urbanas têm sido abordadas nos novos meios de comunicação, como em correntes da internet, jornalismo online, e pela televisão, principalmente em programas vespertinos diários e dominicais. Nos programas de TV, os quadros consistem na dramatização da narrativa, e tratam o caso como se fosse verídico. São episódios que descrevem histórias bastante conhecidas, como: O Trem Fantasma, O Roubo do Rim, O Homem do Saco e a Bruxa do Espelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de a repercussão atual ser massificada e automática, lendas antigas permanecem em voga, como “A Loira do Banheiro”. A estudante de agronomia, Laís Santiago afirma conhecer a velha história que costumava ocupar o tempo do recreio na escola. A aparição da figura sombria exigia a realização de um ritual “Eu e minhas amigas costumávamos ir ao banheiro e dar várias descargas, abrir e fechar a torneira e bater a porta. Quando teoricamente a loira iria aparecer saíamos correndo e gritando”, diz a estudante.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291811765283385745-9037012518956610391?l=dana-jornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/feeds/9037012518956610391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=291811765283385745&amp;postID=9037012518956610391&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/9037012518956610391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/9037012518956610391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/2008/11/lenda-do-beijo-infeccioso.html' title='A Lenda do Beijo Infeccioso'/><author><name>Lorena Dana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15626693988872848654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wpQC34cxQ-c/TE2BRW_gfII/AAAAAAAACz8/ZyVzE5xDmMk/S220/AVATAR_DANA-box.png'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-291811765283385745.post-1199210708583446516</id><published>2008-11-02T13:32:00.000-02:00</published><updated>2008-11-02T13:35:03.762-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ideologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sertão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura Brasileira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Universidade Federal de Goiás'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sertanejo'/><title type='text'>Sertão: do senso comum à ideologia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;* Texto escrito em parceria com Paula Falcão e Luana Teles&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitos mitos que afirma ser o sertão, apenas uma área demarcada geograficamente. Há quem diga que o sertão está sempre atrasado ou, que está sempre adiante. Outros defendem que é uma área onde os marginalizados sociais se agregam. No entanto, o que é realmente o Sertão? Onde ele se localiza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penar sobre o que é o sertão requer referências que vão além do senso comum. É praticamente certo, que para a maioria das pessoas, a definição do dicionário seria satisfatória: “1-região agreste, distante das povoações ou das terras cultivadas; 2-terreno coberto de mato, longe do litoral; 3-interior pouco povoado; 4-Zona pouco povoada do interior do Brasil, em especial do interior semi-árido da parte norte-ocidental, mais seca que a caatinga, onde a criação de gado prevalece sobre a agricultura, e onde perduram tradições e costumes antigos.” (Dicionário Aurélio). Todavia, há muito mais o que se discutir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “No imaginário nacional, o lugar da tradição é o sertão concebido como um lugar concreto situado em algumas regiões e estados – o Nordeste, o Norte, o Centro-Oeste, o norte de Minas Gerais – e como uma forma de organização social e de cultura: a sociedade tradicional sertaneja, organizada em torno das atividades de plantio e lida com o gado, onde a vida social é orientada pelas relações pessoais de compadrio, de favor, de proteção e de patronagem, cenário do coronelismo e do jaguncismo, dos movimentos messiânicos, das romarias e das festas populares e folclóricas. No sertão, o tempo é lento e contínuo, daí a persistência de repertórios culturais arcaizantes, que o isolamento conserva e reproduz como autenticidade.” (Sena, 2002).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, o texto de Sena expressa todo o contexto criado em torno do conceito envolvendo sertão, que passou a representar a dualidade, opondo-se à civilização, ao progresso, ao tradicional, à cidade. Afinal, para existir o moderno é preciso o retrógrado; a “civilização” só se sustenta na existência da “barbárie”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma análise mais profunda de toda a conjuntura histórica nos faz refletir a cerca do verdadeiro conceito de sertão. “Sertão e sertanejo não eram termos usados para referir-se apenas à uma região e à uma tradição, mas elementos constitutivos do pensamento social que constrói a idéia de nação brasileira”, como brilhantemente definido por Mireya Suárez em seu texto Sertanejo: um personagem mítico (1998 : p.33). Em outras palavras, não existiria a nação brasileira na ausência do sertão e tudo aquilo que o relaciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conceituação do sertão principiou-se com Euclides da Cunha, em sua célebre obra Os Sertões, que ao narrar à guerra e o massacre de Canudos, por meio de seu olhar evidentemente elitista e preconceituoso, (devido as suas vivências) mostrou a “realidade” do sertão; uma terra seca, rude e de uma gente que luta até o massacre. No entanto, não deve-se iludir ao se escutar: “o sertanejo é antes de tudo um forte”, por que ele assim pode ser, mas sua força limita-se à sua adaptação ao sertão. O sertanejo, para Euclides, é uma figura pitoresca, retrato do determinismo, no qual o meio determina o homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para compreender melhor o “sertanejo” é preciso ressaltar também as origens etnológicas da personagem, comparando estas definições históricas às obtidas atualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    No início do processo de colonização da área conhecida hoje como Brasil, os portugueses ao adentrarem mais profundamente no território notaram uma forte mudança climática e mórfica, pois a região apresentava-se definidamente mais seca e quente. Devido a isso, estes colonizadores chamavam-na rotineiramente de “desertão”. Com o passar do tempo, a expressão passou a ser dita como “de sertão”, e mais adiante foi definida apenas como “sertão”. Por conseguinte, o habitante natural desse espaço seria o chamado “sertanejo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a caracterização atual da personagem “sertanejo” está intimamente ligada a problemas históricos decorrentes do processo de colonização citado acima. Desde os primórdios da ocupação das terras por europeus, especialmente portugueses, a eugenia disfarçada de “projeto civilizatório” justificou inúmeros atos de crueldade a que povos considerados inferiores foram submetidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O objetivo concreto almejado pelos colonizadores não era nada mais do que o lucro, obtido por quaisquer meios possíveis, fossem eles genocídios, exploração descriminada ou escravagismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Os primeiros a serem atingidos por estas pretensões foram os povos indígenas, que devido a incursões armadas feitas por bandeirantes às aldeias, foram em parte aniquilados por processos intimidatórios de colonizadores que procuravam riquezas, e em parte aliciados como escravos para trabalharem nas produções agrícolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Entretanto, nada é comparável à devastação da vida humana ocorrida com a população negra no Brasil. O tráfico negreiro era uma opção altamente rentável aos colonizadores, pois além de oferecer uma mão-de-obra barata, solucionava o problema que muitos possuíam quanto à escravatura indígena, pois os índios, desacostumados com a idéia de trabalho compulsório, engajavam-se em fugas freqüentes e em insubmissão às hierarquias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Os escravos, vindos de diversas partes da África, foram submetidos a precárias condições de vida, desde os navios até as senzalas. As torturas eram constantes e os indivíduos eram rebaixados da posição de seres humanos para apenas meras mercadorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Todavia, em meados da segunda metade do século XIX e início do século XX, a regulação e posterior abolição da escravidão trouxeram novas discussões sobre populações segregadas. Os negros que foram alforriados, viram-se em uma terrível situação: poderiam estar livres das correntes dos senhores de Engenho, mas estavam mais do que nunca presos à miséria, fome, falta de moradia, desemprego etc. Com tantos problemas, essa população de excluídos foi obrigada a migrar para regiões periféricas do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns foram para áreas próximas das grandes cidades e formaram bairros africanos que originaram as favelas atuais. Quanto a este tema, pode-se citar a magistral passagem de Francisco Foot Hardman em Tróia de Taipa: “Nada mais emblemático a este propósito, do que a incrível migração do termo ‘favela’, em Canudos, onde se amontoavam labirinticamente as habitações precaríssimas dos sertanejos e, hoje, convertido num vocábulo de significado genérico para as moradias miseráveis nos maiores aglomerados urbanos”(1998: p.132). Já outros migraram para regiões mais interioranas do Brasil para tentar a vida nos quilombos – comunidades que foram formadas por escravos fugidos -, e que agora já não eram alvo de perseguições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é exatamente neste momento que se incute uma nova conotação para o termo sertanejo. Além do habitante do sertão, o sertanejo passa a ser aquele excluído social, miserável, com pouco ou nenhum estudo, sendo tratado como ser inferior – o negro remanescente da escravidão ou o índio remanescente de aldeias aniquiladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A este respeito escreveu Guerreiro Ramos em seu livro Patologia Social do Branco: “Nas condições iniciais da formação do nosso país, a desvalorização estética da cor negra, ou melhor, a associação desta cor ao feio e ao degradante afigurava-se normal, na medida em que não havia, praticamente, pessoas pigmentadas senão em posições inferiores.” (1995: p.219).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo esse estereótipo criado acerca do conceito de sertão e do sertanejo, leva ao (possível) entendimento de como a sociedade se constitui hoje. Problemas, discriminação e preconceitos estão explícitos ao dia-a-dia, mas são, comumente, mascarados pela cômoda realidade individual. Prefere-se acreditar que o massacre de Canudos, por exemplo, é apenas uma trágica página da história da sociedade brasileira e que se limita a tocar o presente. No entanto, a opressão mortal sobre o mais fraco continua a ocorrer, seja por diferença social, ocasionada pelo sistema capitalista, seja pelo choque de culturas, seja por outro motivo qualquer. Mais de um século se passou desde o massacre de canudos, contudo a história se repete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sertão adquire novos sentidos e se encaixa em cada região nas quais se encontram os marginalizados; consiste em um tipo de consciência de luta que se desloca por meio de ideologias minoritárias. O sertanejo é o símbolo do indivíduo que não está incluído socialmente, de maneira adequada, e é o responsável por constituir uma nova Canudos em cada periferia. “Falar de Canudos, cem anos depois de seu massacre é falar de algumas permanências na história do Brasil, antes e depois da curta vida daquela cidadela” –Morte e Progresso -Tróia de Taipa: Canudos e os irracionais, de Francisco Foot Hardman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais considerações permitem relacionar os canudenses àqueles que, na atualidade, lutam em grupos, por objetivos que possibilitariam melhorias na qualidade de vida e que, na maioria das vezes não são atendidos, carregando estigmas de revoltosos e marginais. Refere-se aos integrantes dos diversos movimentos sociais, como por exemplo, o MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), o MNCR (Movimento dos Catadores de Material Reciclável) e, talvez o mais difundido no Brasil, o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). A luta pelo reconhecimento e apoio social às suas causas, talvez seja o laço que une esses movimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É contraditório quando se analisa a extensão territorial do Brasil, o quinto maior país do mundo – 8.547.403 km² -, porém a divisão de terras é inadequada e se concentra nas mãos de uma oligarquia agrária. Essa realidade se intensifica com as políticas governamentais que mantém os latifúndios como modelo estrutural, que orienta a economia do país, de modo que, para a resolução (parcial) de problemas relacionados à terra, seria fundamental, como um primeiro passo, significativas alterações na estrutura fundiária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Determinar com precisão uma data para o surgimento dos conflitos agrários no Brasil é uma tarefa difícil. Baseando-se na história, é possível uma retrospectiva ao ano de 1850, quando, o contexto da época (mudanças sociais, políticas e econômicas no mundo, devido à euforia do capitalismo), permitiu a criação da Lei da Terra, incorporando-a agora, numa perspectiva comercial e não somente, como status social, como fora nos tempos coloniais. Embora não se possa negar a existência desses conflitos antes dessa lei, com sua criação a situação adquiriu proporções maiores. A terra, como propriedade, limitou-se a alguns, tornando-se inacessível para inúmeras pessoas, de modo que, ainda hoje, nosso país “esbanja” esse legado. Um considerável número de famílias, não possui terras e nem condições de sobrevivência, por isso, ocupam fazendas improdutivas, causando divergências com os proprietários e com o governo. Tais conflitos podem acarretar inúmeras mortes, que, em sua maioria, se estendem ao mais fraco. Vários são os exemplos dessa realidade, como o Massacre do Eldorado dos Carajás, uma verdadeira chacina, cujo cenário foi o estado do Pará, em uma tarde de 17 de abril de 1996, em que, mais uma vez a impunidade se fez protagonista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplificando sucintamente, outros movimentos, como os já citados MAB e MNCR, embora mais “jovens” não são menos importantes e vêm adquirindo espaço e força nas discussões sociais e apoio para seus propósitos. Os atingidos por barragens reivindicam melhores condições para as diversas famílias que foram desapropriadas de suas terras devido à inundação das mesmas, além de se posicionarem contra a construção de lagos artificiais. Já os integrantes do MNCR lutam por um reconhecimento profissional e sua autogestão, facilitando um trabalho que garantirá sua sobrevivência e, ao mesmo tempo, proporcionará ganhos ambientais e culturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à História, a luta de todos esses movimentos seria em vão, já que a opressão ao mais fraco se tornou uma constante, por exemplo, nas revoltas do período regencial, como Balaiada, Cabanagem e Sabinada, em que grupos organizados, ao reivindicarem seus interesses ao governo, foram duramente reprimidos. Pode-se então, chamá-los de utópicos? Talvez sim. Entretanto, não seria essa a primeira e ideal característica que os condicione ao sucesso? Sem utopia não buscariam alcançar seus objetivos. Sem utopia, esses movimentos não teriam motivos para lutar perante a sociedade e o governo. Canudos, mesmo com terrível destruição, perpetua até hoje e, não seria a utopia construída por esses “sertanejos” a força motriz que, ao deixá-los em nossa memória, impulsiona os movimentos atuais? Sem dúvida, muita semelhança há entre essas minorias sociais que, mesmo separadas pelo tempo, se mantém conectadas por suas ideologias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os princípios da eliminação de Canudos como legado para a distinção social&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos fatores relevantes para a distinção racial que marcou o mundo, historicamente, foi o que denominamos Eugenia. Atitudes discutíveis do ponto de vista filosófico e sociológico revelam a seleção genética, ou como define o criador do termo eugenia, Francis Galton, “o estudo dos agentes sob controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das gerações, seja física ou mentalmente”, um dos fatores responsáveis por tragédias como o holocausto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseando-se na obra de Charles Darwin, que definiu a sobrevivência dos mais adaptados (mais fortes), a política eugênica passou a categorizar pessoas aptas ou não para reprodução. Socialmente, também costumamos definir categorias, têm-se: o feio, o bonito, o negro, o índio, o sertanejo; essas definições são reflexos do pensamento eugênico, que dentro de uma lógica marxista estimulou o preconceito e a segregação social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O choque entre as culturas, talvez explique, embora jamais justifique a categorização do ser humano. Um exemplo mais brando, quando se refere a esse assunto, identifica-se no texto de Laura Bohannan, Sheakespeare entre os TIV, em que a história de Hamlet, contada aos TIV da África Ocidental, adquiriu conotações completamente diferentes daquelas estabelecidas em nossa cultura. Os costumes e particularidades de um povo são riquíssimas fontes de conhecimento do ser humano, e essenciais para sua formação, afinal, um homem desprovido de cultura é um indivíduo sem mente, assim seus atos seriam vãos, sem qualquer tipo de padrão, ou significado; a especificidade humana é conseqüência de sua cultura, como se pode perceber no texto de Clifford Geertz, A interpretação das culturas. Outro exemplo dessa situação ocorre no filme O Pagador de promessas, baseado na obra de Dias Gomes, que relata os contrastes entre diferentes culturas. O personagem principal, Zé do burro, um homem do campo, faz uma promessa em um terreiro de candomblé, se propondo levar uma cruz até a igreja de Santa Bárbara; sua ingenuidade perante a cultura “superior” da “civilização” suprimiu nele, qualquer sentimento de maldade ou desrespeito às leis católicas, o que custou sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É notável a presença da Eugenia, por exemplo, no conto de Bernardo Elis, Nhola dos anjos e a cheia do Corumbá, no qual o filho dá um coice na mãe que possuía deficiências físicas, buscando sua própria sobrevivência: “Quelemente segurou-se aos buritis e atirou um coice valente na cara aflissurada da velha Nhola. (...) Novo coice melhor aplicado e um tufo d’água espirrou no escuro”(1996 : pág.8). O mais fraco é eliminado. Do ponto de vista racial, a eugenia se empenhou em classificar a humanidade em diversas raças, que não existem necessariamente: são todos seres humanos. No entanto, insiste-se nas definições: branco, negro índio, que não deveriam significar nada, nem sequer existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prática da eugenia é uma invenção inglesa, pioneira nos Estados Unidos, mas que teve maior destaque na Alemanha Nazista – Terceiro Reich, em que ocorreu o holocausto, resultante tanto de uma ideologia, quanto da aversão entre grupos distintos. Se essa prática fosse entendida como uma maneira “simples” de diferenciação dos indivíduos, percebe-se que não se trata apenas de distingui-los geneticamente, mas de utilizar a eugenia como causa e conseqüência dos embates culturais. É a lógica de sobrepor-se ao mais fraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Ao retomar-se a visão das minorias de cada sertão, focar-se-á no indivíduo, que dentro de uma lógica eugênica seria eliminado. As definições das raças humanas e dos diferentes patamares sociais consistem apenas em pretextos para continuar a prática de extermínio. Um exemplo lamentável ocorreu “no dia 20 de abril de 1997, em que cinco rapazes de classe média de Brasília atearam fogo no índio pataxó Galdino Jesus dos Santos, de 44 anos, que dormia na Asa Sul, bairro nobre da capital Federal.”(Carolina Jardon).  Galdino, que no dia 19 de abril, Dia do Índio, havia participado de manifestações em prol dos direitos indígenas, terminou o dia seguinte morto, devido às queimaduras em 95% de seu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E qual foi o motivo da atitude desses cinco delinqüentes? Será que se resume ao fato de Galdino ter uma origem indígena? E por que os cinco jovens receberam e ainda recebem tratamento privilegiado com relação às suas penas? Será que a condição social dos condenados justifica as regalias? Se tomarmos o caso em âmbito geral, todas as questões serão respondidas de maneira óbvia e condizente com a seguinte afirmação da promotora Maria José Miranda, que acompanhou o caso durante os cinco primeiros anos e se afastou por motivo desconhecido: “Se o processo tivesse sido de réus comuns, mortais comuns, teria tido o curso de apenas seis meses. Tínhamos provas em abundância. O processo era, tecnicamente, muito simples”. Os cinco acusados são: Antônio Novely Cardoso de Vilanova, Eron Chaves de Oliveira, Max Rogério Alves, Tomás Oliveira de Almeida e G.N.A.J., que na época tinha 16 anos e cumpriu apenas três meses dos doze que recebeu como pena. Os demais foram condenados à 14 anos de reclusão, mas por meio de um benefício específico tiveram direito de estudar e trabalhar fora do presídio, antes de cumpri 2/3 da pena (tempo exigido para liberdade condicional). Em agosto de 2004, os quatro maiores ganharam direito à liberdade condicional. Será que as regalias são justificadas pelo fato de Vilanova ser filho de um juiz federal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de terem se passado dez anos desde o assassinato de Galdino, práticas discriminatórias e violentas continuam em pauta. Mudaram os personagens, permaneceu a obra. Vários mendigos são queimados em algumas cidades brasileiras, como aconteceu no Rio de Janeiro, em dezembro de 2006, quando quatro moradores de rua foram incendiados, sendo que dois morreram “Uma das vítimas, identificada apenas como Paulista, teve 80% do corpo queimado e não resistiu aos ferimentos. Luiz Carlos Ribeiro, de 54 anos, teve 40% do corpo queimado e morreu no hospital” (Fonte: O Globo). No entanto, a maioria dos casos não adquire grandes repercussões e a sociedade, acomodada, passa a encarar episódios como estes com naturalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve-se encarar o sertão como uma entidade ideológica presente em cada indivíduo, “sertanejo não é portador de uma identidade ou cultura particular. Também não é um tipo de personalidade, nem habitante de uma determinada região. Sertanejo não é pessoa, mas personagem principal de uma narrativa dramática sobre a nação.” (Suárez, Mireya. 1998: 34). O sertão se desloca com cada um que é marginalizado, inferiorizado, afetado por qualquer tipo de atitude eugênica que adquire o sentido da eliminação de Canudos. “Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados. (...) Caiu o arraial a 5. No dia 6 acabaram de destruir, desmanchando-lhe as casas, 5.200, cuidadosamente contadas.” (Os Sertões, 1902). Não bastavam eliminar os indivíduos de Canudos, era preciso extinguir a ideologia, que à propósito, não foi extinta mesmo com a eliminação da estrutura (casas); assim como não bastou eliminar os integrantes do MST no Massacre de Eldorado dos Carajás e assim como não bastou eliminar o pataxó Galdino, já que o sentido do sertanejo, que luta até o fim, permaneceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há outros casos que refletem uma tendência eugênica na sociedade. A necessidade de eliminar o mais fraco, o excluído, o marginalizado evidenciam episódios como a Chacina da Candelária e o massacre do Carandiru, os quais somados resultaram em 119 mortos. A primeira ocorreu em 1993, chocando o país e o mundo por ser um crime efetuado por policiais; o massacre do Carandiru também se inclui nessa categoria. Deve-se observar a peculiaridade dos fatos: se comparados à Canudos, tem-se novamente a lei, o governo agindo contra seu próprio povo, privilegiando seus próprios interesses. E ainda assim deve-se acreditar que todos os cidadãos são iguais perante a lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há igualdade um índio não deveria ser queimado por ser índio, o mendigo não deveria ser queimado por ser mendigo.  A Chacina da Candelária não deveria ter ocorrido, assim como o massacre do Carandiru. Como rege a Constituição Federativa do Brasil de 1988: “Art. 3.º - IV-promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”.  Mas a sociedade não compreende que a igualdade de “fachada” impõe exatamente a diferenciação entre os indivíduos; a própria Constituição é elemento de distinção. O texto constitucional é “elitizado”; o povo elege uma elite que possui conhecimento suficiente para compreendê-lo, de modo que cada pessoa integrante da sociedade seja representada. Quando uma parte é incluída e outra excluída, a segunda é transposta ao sertão, em que se encaixam, neste caso, os que não são verdadeiramente cidadãos porque “não possuem conhecimento para tanto”. E agora? Nota-se que cada vez mais, que todos são diferentes perante a lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Conclusão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar sobre Sertão e conseqüentemente sobre o sertanejo é imergir em um mundo representativo e ao mesmo temo real, que assombra nosso universo de brasilidade. O Sertão é onde se concentra tudo de ruim, tudo que é ignorável segundo os preceitos da elite dominante – o negro, o índio, o pobre, o analfabeto, o atrasado etc. O sertanejo sempre está alheio à civilização, sempre está a um passo atrás dos ditos “normais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra questão interessante sobre esse tema é o fato de que o Sertão necessita de um referencial superior para existir. Na região Sul, o sertão ao Norte; o mesmo ocorre no Sudeste. Para os moradores do Centro-Oeste ele fica no Nordeste, e para os nordestinos o sertão fica mais a Oeste. Já no Norte ninguém se considera sertanejo, assim como nenhum outro brasileiro o faz.&lt;br /&gt;O Sertão é sempre lá. O sertanejo é sempre ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;REFERÊNCIAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BOHANNAN, Laura. “Shakespeare in the bush” Alan Dundes (Org.), Every Man his Way. Readings in Cultural Anthropology, pp. 477-86. En-Glewood, N.J., Prentice- Hall, 1968&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CUNHA, Euclides “O homem”. In Os Sertões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELIS, Bernardo. Os Melhores Contos.  São Paulo : Global, 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOOT HARDMAN, Francisco “Tróia de Taipa”. Em Foot Hardman (org.) Morte e progresso. São Paulo, Unesp, 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GEERTZ, Clifford. ‘O impacto do conceito de cultura sobre o conceito de homem’. Em: A Interpretação das Culturas, Cap.2, pp.45-66. Rio de Janeiro: Zahar, 1993.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.ibge.gov.br/7a12/voce_sabia/curiosidades - O tamanho do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.klepsidra.net/klepsidra5/lei1850 - A lei de Terras de 1850.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.dhnet.org.br/dados/relatorios/dh/br/jglobal/redesocial/redesocial_2001/cap3_massacre - O Massacre de Eldorado dos Carajás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.aparecidanet.com.br/noticias - Assassinato do índio Galdino completa 10 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.adital.com.br/site/noticia - A Chacina da Candelária – 10 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.terra.com.br/istoe/brasileiros/1999/12/22/028.htm - Chacina da Candelária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.ibge.gov.br/7a12/voce_sabia/curiosidades - O tamanho do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.klepsidra.net/klepsidra5/lei1850 - A lei de Terras de 1850.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.dhnet.org.br/dados/relatorios/dh/br/jglobal/redesocial/redesocial_2001/cap3_massacre - O Massacre de Eldorado dos Carajás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.aparecidanet.com.br/noticias - Assassinato do índio Galdino completa 10 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.adital.com.br/site/noticia - A Chacina da Candelária – 10 anos; por Carolina Jardon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.terra.com.br/istoe/brasileiros/1999/12/22/028.htm - Chacina da Candelária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.globo.com - Mendigos queimados no Centro do Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RAMOS, Guerreiro. “A patologia social do ‘branco’ brasileiro”. Em Introdução crítica à sociologia brasileira. Rio de Janeiro. UFRJ, 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENA, Custódia Selma. De sertão e sertanejos. In: CHAUL, Nasr F. e BERTRAN, Paulo (Orgs.) Goiás: 1722-2002. Brasília: Mediale Comunicações, 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SUAREZ, Mireya. 1998. Sertanejo, um personagem mítico Sociedade e cultura.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291811765283385745-1199210708583446516?l=dana-jornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/feeds/1199210708583446516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=291811765283385745&amp;postID=1199210708583446516&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/1199210708583446516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/1199210708583446516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/2008/11/serto-do-senso-comum-ideologia.html' title='Sertão: do senso comum à ideologia'/><author><name>Lorena Dana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15626693988872848654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wpQC34cxQ-c/TE2BRW_gfII/AAAAAAAACz8/ZyVzE5xDmMk/S220/AVATAR_DANA-box.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-291811765283385745.post-2038235710101351731</id><published>2008-11-02T13:31:00.001-02:00</published><updated>2008-11-02T13:31:55.773-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fumante'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cigarro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tabac la conspiration'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Canadá'/><title type='text'>Resenha: Tabac, la Conspiration</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tabac, la Conspiration é uma co-produção francesa e canadense, dirigido por Nadia Collot. O documentário lançado em 2006 tem o objetivo de mostrar toda a máfia que é criada nos bastidores da produção do tabaco no Canadá, e levou mais de três anos de pesquisas para ser concluído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A produção buscou abordar de forma clara como os grandes empresários canadenses do tabagismo se empenham para afirmar seus interesses, obter mais lucro e aliciar mais pessoas para o uso de seus produtos. Desta maneira, muitas cenas são pensadas como reconstituições de fatos reais – reuniões de líderes, cientistas corrompidos, projeções publicitárias etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    As primeiras cenas de Tabac, la Conspiration mostram o número exacerbado de pessoas que são viciadas em cigarro no mundo, o espalhamento do produto em âmbito geral e os malefícios causados por ele. Para exemplificar isso, Nadia Collot utiliza de depoimentos de pessoas que sofrem ou sofreram algum tipo de dano na saúde em decorrência do vício, ou de pessoas que de forma indireta influenciam ou influenciaram a formação do pensamento dos novos adeptos da nicotina pelo cigarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    No desenvolvimento da trama, algumas entrevistas com personalidades envolvidas de alguma forma com a indústria do cigarro. Um dos depoimentos mais chocantes diz respeito a um grande publicitário, que incitou o aumento do número da droga pelos filmes de Hollywood e que hoje tem câncer e infelizmente encontra-se em estado terminal de saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O filme apresenta cenas fortes, como, por exemplo, o testemunho de uma mulher, viciada durante anos pelo cigarro, e que precisou retirar seu esôfago, por isso ela se alimenta e fuma por um orifício na região frontal do pescoço; explicitando o real intuito do documentário, que é demonstrar os danos causados pelo cigarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Tabac, la Conspiration termina de uma forma original, demonstrando quantas pessoas morreram por causa do cigarro durante o período em que o filme foi exibido. O documentário serve de alerta a todos que são dependentes químicos da nicotina, voluntária ou involuntariamente como os fumantes passivos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291811765283385745-2038235710101351731?l=dana-jornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/feeds/2038235710101351731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=291811765283385745&amp;postID=2038235710101351731&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/2038235710101351731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/2038235710101351731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/2008/11/resenha-tabac-la-conspiration.html' title='Resenha: Tabac, la Conspiration'/><author><name>Lorena Dana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15626693988872848654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wpQC34cxQ-c/TE2BRW_gfII/AAAAAAAACz8/ZyVzE5xDmMk/S220/AVATAR_DANA-box.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-291811765283385745.post-1228435862584781624</id><published>2008-11-02T13:27:00.000-02:00</published><updated>2008-11-02T13:29:50.151-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Goiânia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FICA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caio Henrique'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Além dos Outdoors'/><title type='text'>Além dos outdoors: Centro de Goiânia visto por outro ângulo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Entrevista com co-diretor do filme goiano que retrata os problemas da poluição visual dos grandes centros urbanos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ganhador de melhor roteiro do FestCine e de melhor filme goiano no FICA (Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental), Além dos outdoors é uma produção feita por universitários goianos e retrata o lado ambiental do Centro de Goiânia, mostrando a gigantesca poluição visual gerada por letreiros e outras obras de publicidade que escondem os traços históricos da arquitetura original dos prédios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio Henrique, co-diretor do filme, conta os detalhes dessa obra, desde as idéias iniciais até ao projeto finalizado. O estudante de jornalismo ainda fala das curiosidades sobre as filmagens, as dificuldades de produção e as conquistas do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I:&lt;/span&gt; Como foi escolher o tema do filme? Vocês passavam pelo centro e observavam essa poluição visual, ou partiram da idéia de outra pessoa?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caio:&lt;/span&gt; Foi algo interessante. No dia-a-dia andamos muito pelo centro. Certo dia eu estava por lá, pensando sobre uma produção de vídeo ambiental para a faculdade. De repente eu tive um estalo! Olhei em volta e tudo que eu podia ver eram apenas outdoors! Era o que precisávamos. A partir de então, partimos para as pesquisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I: &lt;/span&gt;O filme conseguiu transmitir sua proposta original?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caio:&lt;/span&gt; O filme mudou de direção várias vezes desde que a idéia foi concebida. Mas no final acabamos por não fugir tanto do foco. Em certo momento quisemos retratar o assunto da arquitetura original de Goiânia, mas depois mudamos de idéia e passamos a trabalhar da perspectiva de que a publicidade escondia essa arquitetura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I: &lt;/span&gt;O documentário a todo tempo expõe o problema, mas não dá soluções. Particularmente, há uma solução para a poluição visual dos centros urbanos? Seria possível conciliar o histórico com o comercial?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caio: &lt;/span&gt;A solução seria muito complicada, e até por isso nunca pensamos em dar uma. Mas agora, falando a vocês, penso que se houvesse um projeto para limitar a publicidade, seria bom, por que aquilo cansa. É muita informação ao mesmo tempo. De alguma forma o comerciante também perde com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I: &lt;/span&gt;Vocês citam o Projeto de Revitalização do Centro de Goiânia no documentário. Vocês tinham conhecimento sobre ele ao pensar o filme?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caio:&lt;/span&gt; Não. Tomamos conhecimento sobre esse projeto durante a produção, e ele foi muito importante para o gerenciamento do filme. É um projeto polêmico, atualmente está até parado, então não quisemos citá-lo diretamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I: &lt;/span&gt;Vocês receberam uma verba para a realização do filme a partir de um concurso de roteiro que venceram no FestCine. Como foi ganhar esse patrocínio?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caio: &lt;/span&gt;Fizemos um roteiro para uma disciplina da faculdade – Vídeo Ambiental I. Então descobrimos o edital do Festcine, da secretaria de Cultura, cujas inscrições já estavam acabando. Então conseguimos o prêmio de R$30 mil. Mas independente disso, produziríamos o filme de um jeito ou de outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I:&lt;/span&gt; Como foi participar do FICA?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caio:&lt;/span&gt; A matéria que estávamos cursando na faculdade era totalmente voltada para o FICA. Então já tínhamos uma idéia de participar do festival. Aliás, é o que acontece com a maioria das produções goianas de hoje. São todas direcionadas para o FICA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I:&lt;/span&gt; Vocês acreditavam que poderiam ganhar esse festival?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caio:&lt;/span&gt; Não esperávamos. Os competidores tinham um ótimo nível, e mesmo em Goiás a concorrência é grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I:&lt;/span&gt; Durante o documentário não há a opinião dos publicitários. Há uma razão especial para excluí-los?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caio:&lt;/span&gt; O documentário se propunha a isso. Era um argumento e queríamos fazê-lo. O filme possui um discurso direto e objetivo. Queríamos mostrar somente um lado da história a partir dessa linguagem dinâmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PTJ I: Houve críticas da publicidade sobre essa falta de participação?&lt;br /&gt;Caio: Não, não houve. Muito pelo contrário, aconteceu algo engraçado. Uma amiga minha que é publicitária, disse que estava fazendo um desses letreiros horríveis para uma determinada loja, o que prova que alguns profissionais também não acham bonito o resultado deixado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I:&lt;/span&gt; Nota-se que o filme possui tomadas bem diferentes. Vocês tiveram a influência de cineastas modernos nesse aspecto?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caio:&lt;/span&gt; Para ser sincero, na época da produção eu não tinha conhecimento sobre o assunto. Talvez a única produção que tenha tido um pouco de influência seja um documentário chamado Surplus, que participou de uma edição anterior do FICA, e que tinha uma linguagem rápida e um bom uso de músicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I:&lt;/span&gt; Durante o filme há várias cenas onde a câmera “corre” e pára. Que idéia isso quer transmitir?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caio:&lt;/span&gt; A idéia é simular o olhar das pessoas ao andar pelo Centro de Goiânia. É trazer a idéia da correria. A concepção do filme é baseada nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I:&lt;/span&gt; Existe uma música dos Engenheiros do Havaí com o mesmo nome do documentário – Além dos outdoors. Há alguma relação dessa música com o filme?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caio: &lt;/span&gt;Eu ouvia muito a música, gostava muito. Foi por isso. Mas a única relação do nosso filme com a música é o título, quanto à letra não tem nada a ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I: &lt;/span&gt;Em determinado trecho do filme há uma série de fotografias de outras cidades como Rio de Janeiro e Curitiba? Como conseguiram essas imagens?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caio:&lt;/span&gt; Para ser bem sincero, pesquisamos na internet. Mas devo dizer que não tem problema, pois nós não fizemos o filme com intenção comercial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I:&lt;/span&gt; Quais foram as maiores dificuldades enfrentadas por vocês em todo o processo? Quanto tempo gastaram na produção?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caio:&lt;/span&gt; Com certeza o maior problema foi a falta de experiência. Havíamos feito apenas um outro vídeo antes. O tempo que fizemos a produção foi relativamente rápido, apenas dois meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I:&lt;/span&gt; Além dos outdoors já foi inscrito em outros festivais?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caio:&lt;/span&gt; Sim, ele está circulando por aí.. O filme já foi para muitos festivais legais. Esteve recentemente no Ceará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I: &lt;/span&gt;O que pretendem fazer ou já fizeram com o dinheiro dos prêmios? Pretendem investir em novas produções?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caio: &lt;/span&gt;Uma parte do dinheiro foi para uso pessoal (risos). Outra parte está destinada a uma nova produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I: &lt;/span&gt;Vocês já têm idéias para outros filmes?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caio:&lt;/span&gt; Temos sim. Até já tentamos, mas por enquanto estamos parados. Talvez voltaremos à proposta no início do próximo ano.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291811765283385745-1228435862584781624?l=dana-jornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/feeds/1228435862584781624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=291811765283385745&amp;postID=1228435862584781624&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/1228435862584781624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/1228435862584781624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/2008/11/alm-dos-outdoors-centro-de-goinia-visto.html' title='Além dos outdoors: Centro de Goiânia visto por outro ângulo'/><author><name>Lorena Dana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15626693988872848654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wpQC34cxQ-c/TE2BRW_gfII/AAAAAAAACz8/ZyVzE5xDmMk/S220/AVATAR_DANA-box.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-291811765283385745.post-6992965543328030080</id><published>2008-11-02T13:22:00.000-02:00</published><updated>2008-11-02T13:27:04.433-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ROTAM'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tropa de Elite'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BOPE'/><title type='text'>Morremos lutando, de graça não tem não!</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Subcomandante do Batalhão de Rotam esclarece boatos entre a instituição em que trabalha e o BOPE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Os policiais de Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), que compõem atualmente um batalhão em Goiânia, são muitas vezes criticados e taxados como violentos devido às suas práticas cotidianas diferenciais. Para desmistificar a imagem dessa ramificação da Polícia Militar, o Capitão André Henrique Avelar de Sousa, atual subcomandante do Batalhão de Rotam, foi entrevistado pelos alunos da disciplina de Produção de Texto Jornalístico, da faculdade de Jornalismo da UFG. Dentro da instituição há 17 anos, já trabalhou na Rotam e na Tropa de Choque da PM. Além de ser formado no curso de Formação de Oficiais é graduado em Direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   A entrevista se pauta em questões próprias da instituição em Goiás, mas também foram discutidos assuntos polêmicos como a corrupção policial, abordada no filme brasileiro Tropa de Elite, e o tráfico de drogas na capital goiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I: &lt;/span&gt;O filme Tropa de Elite, sucesso de bilheteria do cinema brasileiro, é um filme muito polêmico, pois trata principalmente sobre a corrupção policial. Qual a repercussão do filme na Rotam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;André: &lt;/span&gt;O filme retrata muito bem a corrupção da Polícia Militar dentro de um único Estado, mas podem se aplicar essas denúncias a todo o Brasil, pois as características são muito similares. Tropa de Elite mostra que o BOPE seria a única instituição não-corrupta do Rio de Janeiro, e afirmo que isso é verdade. Na PM de Goiás a Rotam também abomina a corrupção, e quando há alguma denúncia de tais atos todas as providências cabíveis são tomadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   É um filme muito positivo para nós, no sentido de que a repercussão foi imensa. É preciso mostrar o que um policial passa no seu dia-a-dia. É duro, mas é bom que se mostre. Queimar pessoas dentro de pneus é realidade. Entretanto, o filme, assim como o livro que o originou, revelam coisas que não deveriam ser reveladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I:&lt;/span&gt; Quais condições não deveriam ser reveladas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;André: &lt;/span&gt;Todos os momentos do treinamento deveriam ser guardados somente para os envolvidos. Os criminosos são nossos inimigos, não podemos mostrar a eles tudo que podemos fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I:&lt;/span&gt; Em Tropa de Elite o treinamento dos policiais é bastante duro e violento. Como é o treinamento para o ingresso na Rotam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;André:&lt;/span&gt; O treinamento é muito parecido com o mostrado no filme, seja em termos psicológicos, físicos ou emocionais. São três meses em que passamos por situações extremas. A exigência é muito grande, e muitos desistem. Na minha turma, de 40 inscritos, apenas 16 se formaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I:&lt;/span&gt; Há uma certa desumanização dos indivíduos que ingressam na Rotam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;André:&lt;/span&gt; Para os civis isso não é comum, mas para nós é necessário. Enfrentamos situações extremas nas ruas, precisamos disso para termos condições de controlar todas as ocorrências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I: &lt;/span&gt;No filme há a expressão “Se a polícia comum não dá conta, o BOPE vai”. Essa é a mesma posição tomada pela Rotam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;André:&lt;/span&gt; Sim. Essa é a verdade. A Polícia Militar recebe as ocorrências pelo telefone 190. Se a situação for considerada difícil, o trabalho é repassado à Rotam. Geralmente quando há denúncias de crimes que utilizam arma de fogo, que é o que efetivamente tira a vida, somos nós quem agimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I: &lt;/span&gt;Há muitos mitos que envolvem a Rotam, principalmente com relação ao nível de violência adotado. Qual sua opinião quanto a isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;André:&lt;/span&gt; Na verdade a Rotam não age com violência. Usamos a força necessária para controlar a situação. Se for preciso usar armas, nós usaremos, se nos atacarem de alguma forma, nós revidaremos. Muitas vezes somos apontados por supostamente utilizarmos de violência arbitrária por causa dessas atitudes, mas sempre agimos dentro da lei; não operamos com métodos de tortura como o BOPE faz no filme. Não nego que não tenhamos cometido erros alguma vez, mas sempre fazemos o possível para corrigi-los no nosso dia-a-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I:&lt;/span&gt; O filme mostra que no Rio de Janeiro o crime organizado dispõe de grandes artefatos bélicos, diante disso a polícia também usa armamento pesado. Isso também acontece em Goiás?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;André:&lt;/span&gt; A Rotam é uma instituição que representa o Estado, e nessa posição precisamos estar à frente do potencial da criminalidade. Este mês recebemos várias armas semi-automáticas, os fuzis AR-15. É um armamento que supera o usado pelos criminosos no nosso Estado. Entretanto não usamos armas tão potentes quanto às do BOPE. Nosso caso é diferente, e sempre fazemos o possível para conter a criminalidade para que não cheguemos ao patamar do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I:&lt;/span&gt; Especula-se muito que durante o deslocamento do batalhão até os locais das ocorrências ocorrem muitas ações repressivas no trânsito. Isso é verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;André:&lt;/span&gt; De acordo com o artigo 29 do Código de Trânsito Brasileiro, nós, policiais temos direito de conduzirmos preferencialmente nossas viaturas nas ruas. Muitas vezes a população desinformada interpreta alguns de nossos atos como exibicionismo, mas não é isso. Os policiais que se postam nas extremidades batem nas laterais da viatura para evitar possíveis colisões. Muitas pessoas se assustam com isso, mas para nós é algo normal. Nós precisamos chegar à ocorrência o mais rápido possível, custe o que custar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I:&lt;/span&gt; Diante desse medo da população, há processos de abuso de poder contra policiais da Rotam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;André:&lt;/span&gt; Não é muito comum. Geralmente só abordamos criminosos, e eles não têm argumento contra nossas ações. Infelizmente, podem ocorrer erros em que abordamos pessoas de bem. Mas quando há casos de injustiça nós os apuramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I: &lt;/span&gt;Alguns deputados acusaram a Rotam por intimidá-los. Como realmente aconteceu no episódio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;André:&lt;/span&gt; Um deputado fez uma crítica ferrenha à nossa instituição, dizendo que todos nós somos bandidos de farda. Diante disso, fomos convidados a estar presentes na Assembléia, assim como qualquer outro cidadão tem direito. Então nos acusaram de intimidação por estarmos armados. Nós não queríamos intimidar ninguém. Andar armados é algo de praxe para policiais da Rotam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I:&lt;/span&gt; Qual a relação da Rotam com atos preventivos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;André: &lt;/span&gt;Concordo que deve haver prevenção. A Polícia Militar, como um todo, é preventiva, mas se há alguma falha, a Rotam entra em ação e cumpre seu papel, reprimindo e sendo ofensiva. Esta é uma das razões por que estamos sempre fardados.&lt;br /&gt;Se a Rotam age assim é por que outros setores do governo estão debilitados. O nosso trabalho é combater a criminalidade. No Brasil convivemos com mais casos de homicídio do que no Iraque, que é um país em caso de guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I: &lt;/span&gt;Qual o nível de integração da Rotam com as outras polícias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;André: &lt;/span&gt;Cada polícia tem seu papel diante do Estado. A Polícia Federal é voltada para crimes nacionais. A Polícia Militar é direcionada para trabalhar dentro dos Estados. A Polícia Civil tem um caráter mais investigativo. É difícil ter uma grande integração diante dessas limitações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I:&lt;/span&gt; As ocorrências são enviadas à Rotam por meio do telefone 190. É muito comum a passagem de trotes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;André: &lt;/span&gt;O número não é tão grande quanto se especula por aí, mas há muitos trotes, principalmente quanto às denuncias sobre roubo a banco – mais de 90% são falsas. Mas, independente de ser trote ou não, nós vamos a todas as ocorrências denunciadas. Não podemos desacreditar de nenhuma. Entretanto o prejuízo é enorme. Quando as viaturas se deslocam apenas para um lugar, grande parte da cidade fica desprotegida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I&lt;/span&gt;: Há pouco tempo foi noticiado que a Rotam foi transformada em um batalhão. Qual a razão para essa mudança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;André:&lt;/span&gt; A Rotam era uma companhia independente. Optamos por nos concentrarmos em um batalhão, pois temos maiores possibilidades de crescimento e um maior contingente de policiais disponíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I:&lt;/span&gt; Quais os problemas mais graves contra os quais a Rotam precisa agir ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;André:&lt;/span&gt; Com certeza, roubos em residências, seqüestros com reféns e o tráfico de drogas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I:&lt;/span&gt; Sobre o tráfico de drogas. Como se articula essa rede mafiosa em Goiânia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;André:&lt;/span&gt; A maioria das ocorrências é de drogas que são preparadas aqui, e em grande quantidade. Principalmente a merla, que é uma droga barata. Sempre fazemos operações para conter esse problema. Entretanto os criminosos se adaptam facilmente. Se há muita dificuldade em revender determinada droga, eles começam a modificá-la ou mudam o produto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I:&lt;/span&gt; Qual sua opinião sobre a formação da criminalidade. É opção de alguém virar criminoso ou é fruto do meio em que o indivíduo vive?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;André: &lt;/span&gt;Um bandido é alguém que está contra as regras. É alguém que fez sua escolha errada. Há pais de família que sustentam três filhos com um salário mínimo e com dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I:&lt;/span&gt; Em todos esses anos de experiência, houve algum momento em que você pensou em desistir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;André:&lt;/span&gt; Há conflitos internos sim, há momentos de dificuldade e somos ameaçados. Mas não pensei em desistir por causa disso. Vivo por idealismo. A cada dia gosto mais do meu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PTJ I:&lt;/span&gt; Há algumas medidas de segurança que policiais da Rotam devem tomar na vida cotidiana? Há algum sigilo de identidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;André:&lt;/span&gt; Às vezes sim. Às vezes até precisamos nos mascarar nas operações. E no dia-a-dia tomamos muitas atitudes preventivas. Não deixamos farda à mostra no varal e escondemos nossas carteiras de identidade. Nos resguardamos, pois preferimos reagir do que cairmos em tocaia. Morremos lutando, de graça não tem não!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291811765283385745-6992965543328030080?l=dana-jornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/feeds/6992965543328030080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=291811765283385745&amp;postID=6992965543328030080&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/6992965543328030080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/6992965543328030080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/2008/11/morremos-lutando-de-graa-no-tem-no.html' title='Morremos lutando, de graça não tem não!'/><author><name>Lorena Dana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15626693988872848654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wpQC34cxQ-c/TE2BRW_gfII/AAAAAAAACz8/ZyVzE5xDmMk/S220/AVATAR_DANA-box.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-291811765283385745.post-4708267875996604822</id><published>2008-11-02T13:20:00.000-02:00</published><updated>2008-11-02T13:21:10.057-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diablo Cody'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Juno'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gravidez'/><title type='text'>Finalmente não é mais um besteirol americano</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assistir à cerimônia do Oscar no Brasil é uma experiência tão comovente quanto cômica. É claro que se você não é um brasileiro classe média e pode pagar por belos canais fechados, o comentário seria outro. Entretanto vou reservar-me ao espaço que me compete: ser telespectadora da “inefável” Rede Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o evento se desenrolava com desfiles pelo tapete vermelho, closes propositais nos queridinhos da noite e suspiros aliviados dos organizadores que comemoravam o fim da greve dos roteiristas, lá estavam a apresentadora Maria Beltrão, José Wilker e seus comentários, e a atuação da tradutora simultânea Anna Vianna (o terror de quem gostaria de ter compreendido algo, mesmo que fosse só em inglês). Em meio a várias interrupções para os “reclames do plim-plim”, cobertura do BBB e comentários quilométricos por parte dos apresentadores, às vezes era possível presenciar um “and the Oscar goes to....” ao vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre essas idas e vindas, uma face nada comum foi colocada em destaque pelas câmeras. O cabelo recortado e a maquiagem forte chamavam a atenção, o olhar era firme, e seu vestido não era nada comportado. De repente, essa personagem caricatural ganha vida e sai de sua moldura na platéia para desfilar pela escadaria do Kodak Theatre. Ela não é mais uma mera mortal, tornou-se a mais nova ganhadora do prêmio-mor de Roteiro Original. “Diablo Cody”, era o que dizia a legenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a lágrimas, a ex-stripper (detalhe só revelado após a premiação) recebeu o reconhecimento mundial de seu trabalho. Mas espere, qual é mesmo seu grande feito? Nada mais, nada menos do que Juno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, se você é ainda o brasileiro classe média já citado acima, e não vai ao cinema tão freqüentemente, não deveria ter escutado muito sobre esse filme. Além de ter sido lançado apenas dois dias antes no Brasil, Juno não teve um gordo orçamento como os supra-sumos da publicidade “No Country for Old Man” e “There Will Be Blood”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio a história poderia parecer o clichê de mais um “caso de adolescente grávida que tem que enfrentar Deus e o mundo para ser feliz”. Entretanto, não é nada disso. Não foi à toa que os acadêmicos indicaram a produção para quatro Oscars, incluindo o de melhor atriz e melhor filme do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ellen Page, que concorreu contra veteranas como Cate Blanchet e Julie Christie, interpretou maravilhosamente a história de Juno, uma garota tão diferente quanto o próprio nome. Ao engravidar de um amigo da escola, a menina passa por clínicas de aborto, mas desiste; e então ao lado de sua amiga Leah, sai em busca de pais adotivos para a criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o roteiro leve e contagiante, a obra leva o espectador a repensar a vida com o que seria apenas um drama adolescente. É interessante o fato de durante o filme, algumas perguntas como “por que ela passou o batom?”, “por que ela o abraça?”, ou “por que ela escreve um bilhete?”, que pareceriam banalmente simples em outra situação, em Juno são de extrema importância; como se Diablo Cody tivesse arquitetado todas elas ao escrever sua criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Além de não ser um filme moralizante, não há a expectativa de mostrar o que é certo ou errado. As personagens são tão redondas, que deixam totalmente livre a interpretação do conteúdo, de acordo com os conceitos de quem é apresentado à história. Assisti-lo pode ser tão divertido como reflexivo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291811765283385745-4708267875996604822?l=dana-jornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/feeds/4708267875996604822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=291811765283385745&amp;postID=4708267875996604822&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/4708267875996604822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/4708267875996604822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/2008/11/finalmente-no-mais-um-besteirol.html' title='Finalmente não é mais um besteirol americano'/><author><name>Lorena Dana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15626693988872848654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wpQC34cxQ-c/TE2BRW_gfII/AAAAAAAACz8/ZyVzE5xDmMk/S220/AVATAR_DANA-box.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-291811765283385745.post-7225183713415042833</id><published>2008-11-02T13:19:00.001-02:00</published><updated>2008-11-02T13:19:53.455-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Revolução Cultural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Internet'/><title type='text'>Já viu seus e-mails hoje?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É impressionante a revolução cultural que estamos vivenciando. Você já se perguntou com quantos anos teve seu primeiro contato com um computador? Provavelmente se você for um jovem ou um adulto de meia-idade vai responder que foi há no máximo quinze anos, quando o “saudoso” Windows 3.x estava em seu auge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma máquina dessa época não se assemelhava nem um pouco com as maravilhas que vemos por aí, nada de recursos gráficos verossímeis, telas LCD de 21 polegadas, ou som estéreo. Os computadores eram usados como uma máquina de escrever avançada, com uma calculadora simples, e um explorador básico de arquivos. Os usuários, muitas vezes, não tinham muito conhecimento de informática e cursos de capacitação eram projetos de luxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma década e meia se passou desde essa iniciação, e parece que já vivemos em outro mundo — pelo menos no que diz respeito às novas tecnologias e inclusão digital. Hoje, além de tudo, computadores são sinônimos de comunicação. Eles não são apenas meios de extensão do homem em questão de armazenamento de informações ou resoluções de problemas lógicos; são muito mais do que isso, pois além de aumentarem a capacidade cognitiva, eles permitem ao usuário entrar em dimensões de conhecimento inimagináveis anteriormente, principalmente com o advento e popularização da internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para uma grande parte da população mundial, entrar no Google, digitar as palavras-chave da vez e encontrar milhares de páginas de conteúdo, tornou-se algo tão banal como fazer as refeições diárias. É uma cultura nova, mas que está sendo assimilada cotidianamente; e o assustador e indagante é perceber o pouquíssimo tempo que se passa para que tudo isso aconteça. As novas tecnologias são uma forma de mantimento para a geração atual, que está sedenta por novidades e disposta a aprender a qualquer custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, principalmente depois do ano de 2005, quando o governo federal lançou uma gama de projetos de inclusão digital (mesmo que falhos), essas mudanças culturais têm acontecido mais rapidamente do que nunca. Quem nunca se deparou com uma cena de garotos e garotas, de oito ou nove anos de idade, passando horas em frente à tela do computador? Ou quem já não presenciou uma lan house lotada de crianças e adolescentes vidrados em jogos e comunicadores instantâneos? Mais ainda, quem nunca foi surpreendido pela célebre pergunta: “Você tem orkut?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que ainda há uma enorme parcela da população mundial que nem ao menos tem idéia das inovações tecnológicas existentes, — principalmente na Ásia e na África—, mas não há como ignorar que, por outro lado, a inclusão seja gigantesca. De acordo com pesquisas divulgadas em 2006 pela empresa EMarketer, mais de um bilhão de pessoas tem acesso à internet atualmente. Os Estados Unidos, na época, lideravam a lista, com 175 milhões de usuários (posto tomado pela China pouco mais de um ano depois). Já nossa América Latina possuia 70 milhões de internautas, sendo a região do mundo em que os aumentos eram os mais significativos: 70%.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291811765283385745-7225183713415042833?l=dana-jornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/feeds/7225183713415042833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=291811765283385745&amp;postID=7225183713415042833&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/7225183713415042833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/7225183713415042833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/2008/11/j-viu-seus-e-mails-hoje.html' title='Já viu seus e-mails hoje?'/><author><name>Lorena Dana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15626693988872848654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wpQC34cxQ-c/TE2BRW_gfII/AAAAAAAACz8/ZyVzE5xDmMk/S220/AVATAR_DANA-box.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-291811765283385745.post-8824301348752096883</id><published>2008-11-02T13:17:00.000-02:00</published><updated>2008-11-02T13:18:27.042-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Beijo'/><title type='text'>Beijo Científico</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na semana em que vimos o sexo em parques públicos ser liberado na Holanda, esse texto não poderia passar despercebido a um assunto de tão evidente interesse à população mundial. Só preciso dizer-lhes que não vou falar sobre sexo (ainda), pois o tema da aula de hoje é o nosso querido, esperado e (muitas vezes) viciante beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Tudo começou a muito, muito tempo atrás, numa terra tão distante que ninguém sabia onde era, ou quem foi o autor. Os boatos dizem que o costume iniciou-se na Mesopotâmia, quando os mortais enviavam beijos a seus deuses. Já na Antiguidade, gregos e romanos trocavam ósculos entre guerreiros que voltavam dos combates; era uma prova de exaltação e reconhecimento pelo bom trabalho. Apesar de os gregos gostarem bastante de beijar, foram os romanos que difundiram o costume. Os nobres podiam beijar os lábios, inclusive do imperador. Já os menos importantes deveriam-se contentar com beijinhos nas mãos; e se fossem súditos só os pés.     Havia três tipos de beijos em Roma, o basium – dado entre conhecidos -, o osculum – para os amigos -, e o suavium – beijo entre amantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algum tempo depois, na Idade Média, já havia registros históricos sobre beijos, mas nem pense que possuíam esse mesmo significado que temos hoje. Nessa época, somente os homens podiam beijar, e este era um tipo de forma de firmar contrato entre os senhores e seus vassalos. Entretanto, com o passar do tempo beijar pessoas do mesmo sexo não ficou tão bem visto como antigamente, e a prática tornou-se discriminada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outros lugares, existiam beijos bastante estranhos, como na Escócia. Imagine que no fim da cerimônia de casamento quem beijava a noiva era o padre! Sem falar que durante a festa a noiva deveria beijar todos os homens na boca, em troca de dinheiro. Já na Rússia ganhar um beijo do Czar era a maior honra que alguém poderia receber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na França o beijo era bem mais liberal, inclusive quem já não ouviu a expressão “beijo francês”? Mas em outros países como a Itália, se algum casal fosse pego beijando em local público era obrigado a casar imediatamente. E na nossa cultura ocidental, o beijo sempre foi o que é hoje: beijinho no rosto para cumprimentar os amigos, e beijo nos lábios para os nossos affairs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Século XXI, e o beijo continua mais no auge do que nunca, mas o que alguns nem mesmo sabem é que o ósculo-mor da sociedade tem evoluído, e o que antes era só uma mostra de sentimentos, agora também pode ser um manifesto social. É assim que o movimento Vale-Beijo cresce estrondosamente, com postos de troca nas maiores festas do país e site na internet.&lt;br /&gt;De acordo com os idealizadores, não há mais motivo para pessoas ficarem sozinhas, é só trocar os seus tickets nos postos mais próximo. Tudo começou em 1999 com uma iniciativa entre amigos, mas já no ano seguinte o evento contou com postos de troca em uma grande festa de carnaval do Espírito Santo. Daí em diante o movimento do Vale-Beijo não parou mais.&lt;br /&gt;Ao se cadastrar na associação é possível comprar vários produtos da marca, além de ganhar beijos virtuais, ver as fotos dos eventos que já aconteceram e compartilhar experiências.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Além do prazer, uma boa justificativa para esses beijoqueiros de plantão são os hábitos saudáveis que o beijo proporciona. Imagine que a cada dez segundos de um beijo caliente é possível emagrecer até 15 calorias. Se você quer compensar o pedaço de lasanha que comeu no almoço é preciso dar nada mais do que 107 beijos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fator benéfico é a movimentação muscular. Quando uma pessoa beija 29 músculos se movimentam, sendo que só na língua são 17. O coração também se exercita muito, os batimentos aumentam em média de 70 a 150 por segundo, o que mantêm o sangue bastante oxigenado. Ao mesmo tempo, há a liberação de uma substância chamada feniletilamina, que está relacionada com as sensações prazerosas às quais o corpo reage, e também tem ligação com o sentimento de paixão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291811765283385745-8824301348752096883?l=dana-jornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/feeds/8824301348752096883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=291811765283385745&amp;postID=8824301348752096883&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/8824301348752096883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/8824301348752096883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/2008/11/beijo-cientfico.html' title='Beijo Científico'/><author><name>Lorena Dana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15626693988872848654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wpQC34cxQ-c/TE2BRW_gfII/AAAAAAAACz8/ZyVzE5xDmMk/S220/AVATAR_DANA-box.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-291811765283385745.post-7055855438610484274</id><published>2008-11-02T13:15:00.000-02:00</published><updated>2008-11-02T13:16:37.928-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Phoenix'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Internet Explorer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Internet'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mozilla Firefox'/><title type='text'>Mozilla Firefox, o panda vermelho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Setembro de 2002, nascia o pequeno Phoenix. Apenas mais um software criado pela recente Mozilla Foudation. O objetivo? Dar fim à criação anterior, os navegadores Mozilla, que eram baseados no antiqüíssimo Netscape Navigator (atualmente peça de museus cibernéticos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criança foi crescendo, e o projeto não pareceu tão ruim assim aos olhos seus idealizadores, que antes duvidavam de sua aceitação. Foi assim que Phoenix tornou-se o adolescente Firebird em 14 de abril de 2003. Entretanto o tempo foi passando, e inúmeras disputas judiciais por patentes e nomes convincentes foram armadas, fazendo com que a Fundação Mozilla o nomeasse oficialmente, marcando sua identidade no meio cibernético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, em nove de fevereiro de 2004, o promissor software passou a se chamar "Mozilla Firefox", ou apenas Firefox. O nome, que causa indagações por sua distinção dos demais conhecidos, não faz referência à sua tradução literal (raposa de fogo) como muitos imaginam, mas sim a um animal típico da região do sul da China, o Panda Vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O software surgiu como uma alternativa ao monopólio do Internet Explorer da Microsoft, e trouxe distinções que revolucionaram o conceito de navegadores de rede. Firefox é um programa de código fonte aberto, ou seja, todos podem ver sua constituição e da modificá-la. Por causa disso, é muito comum encontrar versões Beta (melhoradas com um algo a mais, ou direcionadas para determinadas funções) na rede. Outro diferencial é a nova concepção da relação de interação entre usuários e produto, que os add-ons (funções optativas) e as skins (temas e aparências personalizáveis) que podem ser adicionados, propicia. Além disso, é possível encontrar versões oficiais do Firefox com alguns dessas extensões mais requeridas já instaladas, como a barra de busca rápida que faz pesquisas diretas nos sites mais acessados da internet, como Google, Wikipédia, Mercado Livre, Yahoo e BuscaPé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, apesar de tantas opções oferecidas, indiscutivelmente o grande marco que o software da Mozilla Foundation trouxe ao mundo digital  foi o conceito das "abas". Com uma infinidade de guias que podem ser abertas ao mesmo tempo dentro de uma mesma janela, o usuário ganha muito mais dinamicidade na navegação; algo que contrariava todas as versões de browsers anteriores. No Internet Explorer, por exemplo, era preciso abrir uma nova janela para cada página visualizada, o que gerava uma poluição visual na tela e gastava mais memória virtual dos computadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Firefox é sem dúvida, o browser não Microsoftiano mais aceito em todo o mundo. Exatamente por ser leve, rápido, personalizável e de fácil compreensão, o software ganha espaços gigantescos na Guerra dos Navegadores. De acordo com pesquisas da OneStat, em novembro de 2005, o programa já contabilizava 11,51% do uso mundial; já em janeiro do último ano, essa porcentagem havia aumentado para 11,69%. Os números podem parecer pequenos, mas a vitória é avassaladora se pressupormos que a grande maioria de todos os computadores do mundo usam a plataforma operacional do Windows (Microsoft), e que todas essas máquinas já possuem o Internet Explorer (maior concorrente) instalado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291811765283385745-7055855438610484274?l=dana-jornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/feeds/7055855438610484274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=291811765283385745&amp;postID=7055855438610484274&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/7055855438610484274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/7055855438610484274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/2008/11/mozilla-firefox-o-panda-vermelho.html' title='Mozilla Firefox, o panda vermelho'/><author><name>Lorena Dana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15626693988872848654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wpQC34cxQ-c/TE2BRW_gfII/AAAAAAAACz8/ZyVzE5xDmMk/S220/AVATAR_DANA-box.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-291811765283385745.post-5336253136216422408</id><published>2008-11-02T13:12:00.000-02:00</published><updated>2008-11-02T13:14:24.739-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Goiânia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CMTC'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Transporte Coletivo'/><title type='text'>Medidas contra o caos no Transporte Coletivo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mais de mil ônibus nas ruas, novos terminais, novos abrigos, e novos corredores foram anunciados pela CMTC.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;por Lorena Gonçalves&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;____________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo, CMTC, anunciou no último dia 25 a compra de 1.043 novos ônibus para a grande Goiânia. Na reunião que contou com as presenças do governador Alcides Rodrigues e do prefeito Íris Rezende, foi fechado um contrato com a Volkswagen do Brasil, que realizou a maior venda de ônibus no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Essa é somente uma das mudanças que a atual administração pretende fazer nos próximos meses. Além da nova frota de ônibus, que as quatro empresas (Rápido Araguaia, HP, Reunidas e Cootego) que renovaram os contratos vão por em circulação dentro de seis meses, mais 1700 novos abrigos foram comprados, haverá mudanças nos terminais e pontos de ônibus, que passarão a ser administrados pelas empresas responsáveis, e ainda, uma licitação para um eixo Norte-Sul está em fase de conclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Essa nova via será um corredor exclusivo com ônibus articulados que deve partir da Avenida Goiás Norte, passar pela Avenida Goiás, no centro, seguir até a Rua 90, parar no Terminal Isidória, continuar pelo Terminal Cruzeiro do Sul e chegar até o Terminal Veiga Jardim em Aparecida de Goiânia. De acordo com a CMTC o projeto funcional já está pronto e em breve um edital será aberto para que haja a aprovação de uma empresa que executará as obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Também entrará em ação a Central de Controle de Operações (CCO) e o Sistema de Informação ao usuário (SIU). O primeiro é de um serviço de monitoramento via satélite, no qual o fluxo dos veículos poderá ser monitorado ao vivo pelas empresas e pela CMTC. Já a o SIU é um serviço de comunicação entre as empresas e os usuários, e poderá ser acionado por um telefone 0800 ou pela internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Outro anúncio é a remodelação dos terminais do Cruzeiro e das Bandeiras, que serão totalmente demolidos para dar lugar a novas construções. Nesse período de transição cartilhas e outros materiais informativos serão entregues aos usuários para esclarecer possíveis dúvidas.&lt;br /&gt;    “No máximo em seis meses a população estará sentindo uma grande melhoria. Em breve, a grande Goiânia terá o mais moderno transporte público do país”, afirma Marcos Massad, presidente da CMTC, que ainda afirma: “Juntamos tudo o que a população reclamava e colocamos no edital”.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Situação atual&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A atual frota de ônibus que roda na região metropolitana é bastante deficitária. Mesmo com determinações da Agência Nacional de Transportes Públicos que estipula em cinco anos a idade máxima dos veículos, as empresas em exercício possuem ônibus que rodam a muito mais tempo do que o permitido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    “Todas as empresas que hoje circulam na região metropolitana de Goiânia têm ônibus com mais de dez anos”, diz Massad. É o caso da maioria dos veículos da empresa Guarany, que trabalha na região norte da capital. O ônibus LCG 7697, por exemplo, que faz a linha Praça da Bíblia – Itatiaia, completou seus dez anos de uso em julho do ano passado, e ainda está com o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) atrasado há três anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Nos terminais também há muitos problemas enfrentados pelos usuários, como infra-estrutura precária, pontos de ônibus lotados, confusão no embarque e desembarque, falta de policiamento e conseqüentes assaltos, excesso no número de vendedores ambulantes e falta de materiais informativos (placas, mapas, etc).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A CMTC informou que os mais de 400 milhões de reais investidos pelas quatro empresas serão aplicados nos próximos meses para sanar todos esses problemas. Marcos Massad culpa a situação atual ao abandono dado pelos governantes nos últimos oito anos, quando começaram a circular vans, microônibus, e outros veículos de cooperativas, que teriam deixado os donos das empresas temerosos e com receio de investir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Ele ainda afirmou que somente nos últimos três anos houve acordo entre empresários e governo, quando pouco mais de 400 ônibus novos e seminovos foram colocados em circulação. Empresas com problemas também tiveram suas atividades reformuladas ou extintas, como a Companhia de Transporte Coletivo (CTC) de Aparecida que deixou porque seus veículos estavam sucateados. Já a Cootego diminuiu seu número de ônibus em circulação para que pudesse melhor atender aos usuários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Transição&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Dentro dos 180 dias estipulados está incluído o período de tempo máximo que as empresas que não renovaram os contratos poderão atuar. Os ônibus das linhas que antes eram responsabilidade de Guarany, Paraúna e Leste serão substituídos por outros de outras empresas gradualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    No novo sistema, a região metropolitana foi dividida em quatro áreas operacionais. No arco Oeste-Noroeste as empresas Reunidas será detentora da metade das linhas. No arco Sul-Sudeste a HP terá direito à metade das linhas. No arco Norte-Leste a vencedora foi a Cootego, que explorará a metade dos serviços. A Rápido Araguaia, que é a maior absoluta e comprou quase a metade de todos os ônibus novos, terá acesso à metade da exploração de todos os lotes anteriores. No Centro Expandido todas as empresas poderão circular, já que é uma área de intersecção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tarifa das passagens vai ser reajustada em 10% nesse mês, passando a custar dois reais. De acordo com a CMTC esse aumento foi necessário por que o preço já era o mesmo há dois anos e seis meses e as empresas precisavam de incentivo para querer investir mais. A revisão dessa tarifa foi um tópico obrigatório para a aceitação dos editais por parte dos empresários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    As passagens do eixo Anhangüera continuam com o preço normal de 45 centavos porque a linha não entrou na nova licitação. A estatal Metrobus continuará explorando a principal via do transporte coletivo da região metropolitana até 2009.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291811765283385745-5336253136216422408?l=dana-jornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/feeds/5336253136216422408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=291811765283385745&amp;postID=5336253136216422408&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/5336253136216422408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/5336253136216422408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/2008/11/medidas-contra-o-caos-no-transporte.html' title='Medidas contra o caos no Transporte Coletivo'/><author><name>Lorena Dana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15626693988872848654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wpQC34cxQ-c/TE2BRW_gfII/AAAAAAAACz8/ZyVzE5xDmMk/S220/AVATAR_DANA-box.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-291811765283385745.post-4201076276540048610</id><published>2008-11-02T13:10:00.000-02:00</published><updated>2008-11-02T13:12:10.683-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Goiânia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Abraços Grátis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Free Hugs'/><title type='text'>Abraços Grátis - Free Hugs</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Manifestação de abraços coletivos ocorrerá no próximo fim de semana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;por Lorena Gonçalves&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;_________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo domingo, dia 27, ocorrerá em Goiânia o encontro Free Hugs 2008. O evento se iniciará às 15 horas no Parque Vaca Brava, Setor Bueno, e deve se estender por toda a tarde de acordo com a organização. O movimento é liderado por uma comitiva de internautas que estão organizando a manifestação coletiva de afeto, em que várias pessoas se unem para dar abraços em desconhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O Free Hugs teve seu início na Austrália no ano de 2004 quando o seu futuro fundador Juan Mann, retornava de uma viagem da Inglaterra, e ao chegar à sua cidade natal, Sydney, percebeu que não havia pessoas o esperando para recepcioná-lo no aeroporto, como é de praxe acontecer com recém-chegados. Diante dessa situação, Juan teve a idéia de escrever cartazes com frases como “Abraços Grátis” ou “Free Hugs”, em inglês, e sair pelas ruas oferecendo os amplexos para as pessoas que ali passavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    “Juan Mann viu como as pessoas ficavam felizes ao receberem abraços no aeroporto, e pensou que assim como ele, outras pessoas também estariam precisando dessa manifestação de carinho”, disse Rafael Godinho, organizador do evento em Goiânia. A partir de então, Mann transformou seu ato em um projeto, e continuou a fazer doações de abraços nas ruas da metrópole australiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;História&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    No início a campanha não foi muito aceita por policiais e autoridades judiciais da região, que proibiram o Free Hugs de ser realizado, alegando que fosse um atentado contra a moral. Entretanto, a idéia foi espalhada adiante e os eventos começaram a ser realizados também em outros países. Com essa popularização, um requerimento foi feito e mais de 10 mil pessoas assinaram uma petição que tornou a prática permitida na Austrália. A disseminação das idéias de Juan Mann se deu principalmente devido a um vídeo na internet em que uma música da banda Sick Puppies é tocada como trilha sonora enquanto o fundador abraça pessoas pelas ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, a campanha de doação de abraços tem proporções internacionais, com eventos em vários países do mundo, principalmente da América do Norte e da Europa.  Através de sites de relacionamento, como o Orkut, e o site oficial da campanha (http://www.freehugscampain.org.br) as pessoas se organizam em grupos, divulgam a idéia e realizam os encontros dos membros nos quais os abraços são distribuídos.&lt;br /&gt;Juan Mann, o fundador do Free Hugs também instituiu um dia do ano para os Abraços Grátis: sempre no primeiro fim de semana após o dia 30 de junho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Em Goiânia, o evento em seu segundo ano consecutivo de realização. A primeira edição aconteceu no dia 11 de janeiro do último ano, também no Parque Vaca Brava. “Na hora havia poucas pessoas com placas. Alguns estavam até meio tímidos. Mas com o tempo mais pessoas chegaram, e todos se soltaram, mostrando a verdadeira imagem que queríamos passar com o movimento”, afirmou Rafael Godinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O organizador disse ainda que “no começo as pessoas não entendem que os abraços são realmente gratuitos e olham com estranheza para os doadores que ficam com camisetas e faixas de oferta”. Ele admite que às vezes há pessoas que vêem as manifestações como uma forma de apelo sexual, mas que essas práticas são rapidamente reprimidas pelo grupo. “Uma das principais motivações de nossa comunidade é transformar toda frieza e indiferença do cotidiano moderno em abraços e calor humano”, ressalta ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embasamento Científico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Pesquisas realizadas pela Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, demonstram que há bases científicas para explicar benefícios causados pelo abraço. De acordo com a psiquiatra Karen Grewen, quando uma pessoa é abraçada por outra há uma redução de dois hormônios que causam estresse, a norepirefrina e o cortisol; e ao mesmo tempo há o aumento dos níveis da oxitocina, uma susbstância ligada ao amor maternal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A oxitocina é conhecida também por hormônio da ligação e do amor. Ela é liberada durante o toque de pele, e causa diminuição de ansiedade. Nas mães é responsável por estimular a produção de leite, e nas sensações de relaxamento e calma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    De acordo com a professora Ruth Feldman, da Universidade de Psicologia de Bar-Ilan, em Israel, esse hormônio também está ligado aos níveis de ligação afetiva entre filhos e mães. Mulheres que tem alto índice de oxitocina durante a gravidez, possuem maior probabilidade de demonstrar maior ligação com os filhos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291811765283385745-4201076276540048610?l=dana-jornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/feeds/4201076276540048610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=291811765283385745&amp;postID=4201076276540048610&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/4201076276540048610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/4201076276540048610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/2008/11/abraos-grtis-free-hugs.html' title='Abraços Grátis - Free Hugs'/><author><name>Lorena Dana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15626693988872848654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wpQC34cxQ-c/TE2BRW_gfII/AAAAAAAACz8/ZyVzE5xDmMk/S220/AVATAR_DANA-box.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-291811765283385745.post-586988359485502452</id><published>2008-11-02T13:09:00.000-02:00</published><updated>2008-11-02T13:10:20.172-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resumo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análise do Discurso'/><title type='text'>Resumo: A Análise do Discurso</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;* Livro de Cleudemar A. Fernandes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O discurso, como o mais óbvio a ser dito, é o objeto de estudo da “Análise do Discurso”. Discurso é uma palavra comumente usada para designar um texto feito com palavras rebuscadas, geralmente usado para pronunciamentos. Mas isto é senso comum. Dentro de um estudo mais avançado, percebe-se que o discurso é algo que depende de elementos da língua para existir materialmente. Não se trata apenas de uma linguagem falada ou escrita, mas também das entrelinhas da composição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    É o estudo de como os termos são usados, de forma a persuadir pessoas. Como a relação entre “invadir” e “ocupar” muito utilizada pela mídia. Geralmente o termo “invasão” designa algo contra a lei e ocupação, que deveria ter o mesmo sentido, na verdade é um termo mais eufêmico. Desta maneira o significado do dicionário não basta somente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Os discursos não são imutáveis, muito pelo contrário, mudam com o contexto histórico; produzem novos sentidos com o passar do tempo, ou com determinado lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Partindo-se deste pressuposto, entende-se que a língua se insere na história. As palavras se ligam às idéias do leitor. Por isso, o estudioso, deve buscar entender os subentendidos entre a língua e a fala, num âmbito maior. Nota-se assim, que o discurso está inteiramente ligado à ideologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Para sintetizar a análise do discurso há de se analisar cinco conceitos: sentido, enunciação, ideologia, condições de produção e sujeito discursivo. O sentido é algo que vai mais além do que a própria língua, é a intenção. A enunciação diz respeito à relação locutor-interlocutor. A ideologia fala do individualismo/universalismo, aos quais o discurso é inserido. As condições de produção discutem aspectos que envolvem o discurso. E o sujeito discursivo explora a questão social. Estes conceitos estão internamente ligados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291811765283385745-586988359485502452?l=dana-jornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/feeds/586988359485502452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=291811765283385745&amp;postID=586988359485502452&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/586988359485502452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/586988359485502452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/2008/11/resumo-anlise-do-discurso.html' title='Resumo: A Análise do Discurso'/><author><name>Lorena Dana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15626693988872848654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wpQC34cxQ-c/TE2BRW_gfII/AAAAAAAACz8/ZyVzE5xDmMk/S220/AVATAR_DANA-box.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-291811765283385745.post-2849645472383075029</id><published>2008-11-02T13:06:00.000-02:00</published><updated>2008-11-02T13:09:14.002-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Watergate'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Todos os Homens do Presidente'/><title type='text'>Análise: Todos os Homens do Presidente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O filme d Alan J. Pakula, feito há mais de 32 anos, explana sobre o escândalo político de Watergate ocorrido em 1972, mostrando uma reconstituição de tudo que acontecera nas investigações jornalísticas até que o caso pudesse ser solucionado em seus trâmites legais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Tudo começa com suspeitas. Os repórteres Robert Woodward e Carl Bernstein, do renomado Washington Post, querem descobrir quais foram os cinco homens que invadiram o edifício Watergate, exatamente onde se encontrava o hall com o quartel-general do Partido Democrata, e o por quê da invasão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   A partir de então, eles acabam deslumbrados pela possível oportunidade de encontrarem um dos maiores furos jornalísticos a que teriam acesso em suas carreiras: um aglomerado de fatos suspeitos que indicavam a uma presumível culpa do presidente vigente, Richard Nixon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Para conseguir as respostas, Woodward e Bernstein vestem-se da imagem de jornalistas que “fazem de tudo” para conseguir as requeridas informações. Eles trabalham sempre na obscuridade, com informações duvidosas, fontes não-oficiais, e muita dedicação à causa. Praticaram assim, um jornalismo arriscado, por que a cada momento em que mais se envolviam, mais árdua ficava a responsabilidade de apurar os dados para dar satisfação aos editores-chefes e aos leitores que viriam a ler. Qualquer deslize seria provavelmente precursor de demissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O que os dois repórteres estavam fazendo, era recorrer, mesmo que involuntariamente, à Ética do Utilitarismo – criada por dois economistas franceses nos séculos XVIII e XIX. Os fundadores diziam que era preciso que os seres humanos ajam de forma a beneficiar o maior numero possível de pessoas, independentemente de casos de infelicidade pessoal que essa medida viesse a causar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Felizmente, no caso Watergate, os jornalistas estavam corretos quanto às suas expectativas. Richard Nixon renunciou a presidência antes mesmo que pudesse ser imputado criminalmente sobre acusações. Vários outros envolvidos no crime também foram presos e indiciados por seus atos delinqüentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Entretanto, nem sempre o desfecho pode ser tão simples como fora esse. No Brasil, no ano de 1994, a imprensa do país, anunciou indiscriminadamente casos de abuso sexual realizado contra adolescentes — o memorável fato da Escola Base. Após meses de investigação e especulação midiática, provou-se que os principais acusados eram na verdade inocentes, causando assim inúmeros problemas de caráter profissional (reputação dos jornalistas) e social (indenizações aos indivíduos lesados, por exemplo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Esse tipo de jornalismo que é descrito durante o livro (e também o vídeo), quase não é mais encontrado nas redações atuais, principalmente pelo fato de os jornais serem estritamente comerciais e os editores continua priorizando a publicidade. Com o avanço das assessorias de imprensa, também se percebe que as redações de jornais tornaram-se extremamente dependentes de agências de noticias (principalmente pra matérias internacionais) e das próprias assessorias — que mandam matérias exalando um engajamento muitas vezes inexistente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291811765283385745-2849645472383075029?l=dana-jornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/feeds/2849645472383075029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=291811765283385745&amp;postID=2849645472383075029&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/2849645472383075029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/2849645472383075029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/2008/11/anlise-todos-os-homens-do-presidente.html' title='Análise: Todos os Homens do Presidente'/><author><name>Lorena Dana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15626693988872848654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wpQC34cxQ-c/TE2BRW_gfII/AAAAAAAACz8/ZyVzE5xDmMk/S220/AVATAR_DANA-box.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-291811765283385745.post-8220892423011849815</id><published>2008-11-02T13:05:00.000-02:00</published><updated>2008-11-02T13:06:18.607-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Uma Verdade Incoveniente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mudanças Climáticas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Al Gore'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Meio Ambiente'/><title type='text'>Resenha: Uma Verdade Incoveniente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após perder as eleições presidenciais para o republicano George W. Bush, Al Gore, decidiu continuar a vida difundindo suas idéias em prol da conservação do meio ambiente. Nesse intuito, o jornalista democrata dedicou-se a fazer um vídeo sobre as verdades sobre a devastação da natureza, enfatizando principalmente o aquecimento global, o que culminou com Uma Verdade Inconveniente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O documentário dirigido por Davis Guggenheim expõe os riscos e atuais problemas referentes às mudanças climáticas, de uma forma dinâmica e pontuada em interesses estadunidenses. O roteiro é pautado nas palestras de Al Gore, que por meio de apresentações de slides e animações, dissemina sua ideologia de desenvolvimento sustentável por todo o planeta. Al Gore, que é o narrador e personagem principal da trama, afirmou que já havia passado a mesma mensagem por mais de mil vezes durante sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O democrata explana sobre fenômenos climáticos que têm abalado ou que muito em breve poderão abalar o planeta, ligando sempre esses aspectos às discussões econômicas. A todo tempo, Al Gore procura fazer críticas mascaradas (e algumas vezes descaradas) sobre seu adversário político Bush, como por exemplo, ao tratar da aceitação do Protocolo de Kyoto que foi ignorada pelo atual governo estadunidense, ou ao discutir sobre o paradoxo de exploração desenfreada dos recursos naturais versus crescimento econômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Apesar de ser dramático e passar informações de cunho pessimista, o palestrante motiva o seu público (que indiretamente também passa a ser todos os expectadores do documentário) a respeito das possibilidades de se fazer um caminho diferente (senão inverso) quanto às perdas já adquiridas, e de se reconstruir as possibilidades para os tempos vindouros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291811765283385745-8220892423011849815?l=dana-jornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/feeds/8220892423011849815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=291811765283385745&amp;postID=8220892423011849815&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/8220892423011849815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/8220892423011849815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/2008/11/resenha-uma-verdade-incoveniente.html' title='Resenha: Uma Verdade Incoveniente'/><author><name>Lorena Dana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15626693988872848654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wpQC34cxQ-c/TE2BRW_gfII/AAAAAAAACz8/ZyVzE5xDmMk/S220/AVATAR_DANA-box.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-291811765283385745.post-273970773334708825</id><published>2008-11-02T13:02:00.000-02:00</published><updated>2008-11-02T13:05:08.236-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Informação Goyana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Henrique Silva'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Goiás'/><title type='text'>A Informação Goyana: comunicação em prol de Goiás</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;* Artigo escrito em conjunto com&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Isabel Dias&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Paula Falcão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Goiás era considerado um estado isolado devido a questões geográficas e simbólicas. Uma região localizada no centro-oeste do país, em que a distância dos centros econômicos e a falta de uma rede eficiente de transportes dificultavam o desenvolvimento econômico local. Além de dificultar o povoamento e a comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto as regiões mais desenvolvidas do Brasil, alicerçadas no setor cafeeiro desenvolviam o mercado interno, ampliavam os transportes e a indústria, Goiás permanecia estagnado. Simbolicamente, Goiás era uma terra sem identidade, situada no sertão psicológico de uma república recém estabelecida. Nesse sentido, o isolamento geográfico da localidade estava ligado também à falta de perspectivas referenciais européias. Já que o estado não tinha ligação com o mar, e conseqüentemente não havia ligação com o velho mundo, que definia os padrões culturais, artísticos e tecnológicos da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A economia goiana subsistia com base na agricultura e principalmente na pecuária, atividades exercidas de forma rudimentar. A agricultura via-se limitada pela não possibilidade de exportar o excedente, já a pecuária destacava-se como atividade econômica, que influenciava inclusive a política. Os detentores do poder político, em geral, eram pecuaristas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O isolamento do território continuava, no entanto, sendo um grande obstáculo ao desenvolvimento pleno do potencial econômico goiano, penalizando, sobretudo, a agricultura, impossibilitada de exportar o seu excedente, em função da inexistência de meios de transporte modernos. A pecuária como única atividade capaz de alcançar os principais centros consumidores do país, continuava sendo o principal setor da economia do Estado, na mesma medida em que os setores pecuaristas controlavam a vida política em Goiás.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(ASSIS, 2005)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesse contexto que a revista A Informação Goyana surge em 15 de agosto de 1917, com intuito de integração e divulgação do estado de Goiás no cenário nacional, sem intenção de veicular notícias, mas sim, de ser elemento propagador da temática Brasil Central. Com finalidade educativa, política e publicitária a revista pretendia mostrar a potencialidade de Goiás, que era omitida pela grande imprensa, principalmente no que se diz respeito ao periodismo carioca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fundadores d’A informação Goyana foram Henrique Silva e Americano do Brasil, porém este último abandonou o periódico um ano depois da fundação, para trabalhar como Secretário de Interior e Justiça de João Alves de Castro (seu futuro sogro) presidente do Estado de Goiás na época. A revista mantinha-se devido a subsídios do governo estatal, anúncios, assinaturas e doações. Além disso, o grande envolvimento de Henrique Silva com a revista fez com que ele tivesse muitos gastos, perdendo todo seu dinheiro quando as arrecadações que sustentavam a publicação diminuíram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Henrique Silva, também foi o individuo que mais escreveu matérias para A Informação Goyana, 247 ao todo, quase dez vezes mais que o segundo maior colaborador, Americano do Brasil, que escreveu 26. Há indicativos inclusive que Silva coordenava a edição com muita rigidez, portanto, não havia um conselho editorial. Colaboradores e artigos eram cortados de acordo com a vontade do fundador, que também cuidava da distribuição do periódico. Assim, nota-se a pessoalidade da revista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da inexistência de um conselho editorial, um artigo programa foi publicado no primeiro número do ano I da revista, e definiu os objetivos da produção e a necessidade de dispor de um espaço político mediante os outros estados do país. Para os idealizadores da revista, a comunicação consistia numa forma de ampliar os horizontes econômicos, algo comparável a uma rede de transportes, que também consistiu em uma luta do veículo. Houve grande questionamento quanto à interrupção da Estrada de Ferro Goyaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ora, um dos primeiros esforços desta revista é precisamente collocar diante dos olhos dos capitalistas, dos industriaes e dos commerciantes as possibilidades econômicas sem conta do Estado mais central e menos conhecido do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“A informação Goyana” traz portanto, um fim e um programma que bem a definem na imprensa brasileira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(A INFORMAÇÃO GOYANA — nº 1— agosto de 1917)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Informação Goyana caracteriza-se pelo regionalismo expresso não apenas no interesse que norteava a economia de Goiás, mas sedimentado em uma noção de nacionalismo. Tendência que se justifica pela defesa da unidade política do país, ou seja, não haveria crescimento do Brasil se as atenções não fossem voltadas também para o território central. Aqui se tem a mesma opinião partilhada pelos tradicionalistas da época, um deles era Alberto Torres, que chegou a ser presidente do estado do Rio de Janeiro (de 31 de dezembro de 1897 a 31 de dezembro de 1900) e preocupava-se com as questões da estruturação social e unidade do Brasil. Seu pensamento voltava-se para o interior, para o campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Assim esgotado a terra, deixamos também de formara nação. Abandonando a terra, e não cuidando da nação, abandonamos a Pátria, porque a Pátria é a terra, com o habitat, mas principalmente, para o sentimento e para a razão, [é] a nação, isto é, a gente. Fora disto, a palavra ‘Pátria’ não exprime senão uma imagem supersticiosa – como as de qualquer culto faitichista – ou uma falsidade convencional. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;( Alberto Torres, 1914)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Sempre em busca do crescimento econômico de Goiás, a revista pautou a questão da extensão territorial e desqualificação profissional da população, assim como a necessidade de ocupação. A Informação Goyana chegou a atuar como mediadora do problema ocupacional. Como peculiaridade da revista, o respaldo que ofereceu à população diante de um interesse comum merece destaque, já que as matérias veiculadas não se limitavam ao factual.  Neste caso, no entanto, a contribuição da revista para a ocupação se conteve a publicações de uma carta de João Campos, cônsul do Brasil na Alemanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os nossos votos para que venham milhões de allemães para o Estado Central, que tanto precisa de braços. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(A INFORMAÇÃO GOYANA, encaminhamento da carta de João campos, cônsul do Brasil na Alemanha – 1924)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Mesmo sem ser partidarista A Informação Goyana teve suas origens no grupo xaverista, devido ao parentesco. Assim, além de terem ligação com a revista, colaboravam com o governo. Nesse sentido é notável, ao analisar o conteúdo do periódico, o empenho no governo de João Alves de Castro, o que ocorre posteriormente somente com Pedro Ludovico Teixeira, em 1930.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Sempre voltados ao enaltecimento da economia, os principais assuntos pautados pelo periódico diziam respeito ao potencial de agricultura das terras goianas, a diversidade ambiental em todos seus sentidos, a indústria eminente (ainda artesanal) e o comércio de uma região estrategicamente localizada no centro do país. Além disso, a revista discorreu sobre a falta de malha de transportes nas terras do estado, e ligava isso a questões educacionais e da saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Em números, a principal editoria, por assim dizer, foi a economia que representou mais de 17% de todos os textos escritos para A Informação Goiana. Logo após seguem temáticas como os recursos naturais, notas e informações, transportes e a própria revista. Ao longo de seus 18 anos de existência, em todas suas edições, a revista se constituiu de exatamente 2229 textos, escritos por 188 colaboradores. Vale lembrar que em absoluto, Henrique Silva foi quem mais publicou artigos no periódico: mais de 11% do total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram 213 números divididos em 19 volumes de uma produção mensal, que nunca ultrapassou 500 exemplares de tiragem. Mas que cumpriram seu papel ao definir de forma particular o cotidiano da região central do país tangendo eminentemente a economia e a vida goiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Nesse intuito de elevar Goiás a um novo patamar no cenário nacional, a Informação Goyana, muitas vezes se lançou a fazer campanhas em prol de assuntos relevantes ao estado, como o incentivo à cultura de café em solo goiano — na época uma das principais atividades alavancadoras da economia no país. Outra grande campanha foi em favor da transferência da capital federal para o Planalto central.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revista A Informação Goyana foi pioneira em relação à divulgação da Marcha para o Oeste - um projeto do governo federal que incentivava a migração populacional do litoral para o interior do país, com o objetivo de implementar o povoamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O discurso nacionalista materializou-se através da “Marcha para o Oeste”, que expressava, na verdade, a necessidade do sistema econômico nacional de interagir novas regiões a dinâmica de produção e reprodução do capital. O governo federal preocupava-se em garantir o controle efetivo do território, procurando homogeneizar a distribuição da população no espaço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(ASSIS, 2005)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assuntos como o povoamento de Goiás, a transferência da capital goiana e da capital federal eram recorrentes na revista e faziam parte do movimento da Marcha para o Oeste. Em relação a capital federal, a convicção de que a mudança deveria ser feita foi tanta que a revista até ousou publicar um mapa da área delimitada para instalação do novo Distrito Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No começo do século XIX já se falava nas vantagens em transferir a capital federal do litoral para o Brasil-Central. A revista foi um dos primeiros veículos que discutiu essa proposta e a divulgou incansavelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1933, Pedro Ludovico Teixeira com apoio do então presidente Getúlio Vargas transferiu a capital do estado, da Cidade de Goiás para Goiânia. Essa transferência foi uma das principais atitudes tomadas em relação à Marcha para o Oeste e consistiu em um passo para a modernização e a integração do estado com o restante do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pedro Ludovico (...) procurou concretizar a idéia da mudança, consolidando seu poder sobre o estado e reafirmando a deposição do antigo grupo político. Para tanto foi imprescindível o apoio do Governo Federal de Getúlio, que apóia o projeto da nova capital como grande símbolo da Marcha para o Oeste. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;            ( ASSIS, 2005)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Goiânia foi um marco na história de Goiás e A Informação Goyana lutava desde 1917 pela transferência da capital. Não há indícios concretos que a revista tenha influenciado Getúlio ou mesmo Pedro Ludovico na decisão de fazer uma capital moderna para o estado. No entanto, o fato da revista ser contemporânea aos governantes e discutir a temática de Goiás e da Marcha para o Oeste, essa é uma hipótese relevante e deve ser estudada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase trinta anos depois da fundação de Goiânia, Juscelino Kubitschek, seguindo a marcha para o oeste, iniciada por Getúlio, construiu Brasília (1960) e transferiu a capital federal para o planalto central. Brasília foi o segundo grande marco na história recente de Goiás e na modernização do estado. Mais um sonho d’ A Informação Goyana realizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que Goiás cresceu e se desenvolveu muito desde a marcha para o oeste. Parte do estado que temos hoje é responsabilidade de um grupo de corajosos que sonhou com uma nova realidade e ousou dentro da capital federal (na época o Rio de Janeiro) falar sobre um lugar desconhecido e criticar o governo por ignorá-lo. Ali havia riqueza e possibilidade de crescimento, portanto, as adversidades não justificavam o abandono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Entretanto, apesar de todos os benefícios apontados à revista, é preciso salientar que por se tratar de um veículo comunicacional que se baseava na leitura e interpretação, somente uma pequena faixa da população poderia ser considerada público alvo. Os níveis de analfabetismo no início do século XX chegavam a englobar 60% da população. Além disso, a linguagem d’A Informação Goyana não era de fácil compreensão, pois  o material que era veiculado geralmente se tratava de relatórios presidenciais, relatos de viajantes e estudos técnicos, ou seja, tipos de textos que não se faziam presentes no cotidiano da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Informação Goyana, reconheça-se, era de difícil leitura. Despreocupados, em algumas passagens, seus colaboradores utilizaram-se de citações na língua original das fontes consultadas, principalmente em francês, inglês, alemão e espanhol, o que é inaceitável em periódicos... (...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(NEPOMUCENO, 2003)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Dessa forma, a revista era um veículo de caráter sofisticado — feita de eruditos para eruditos. A Informação Goyana visava um público alvo formado por intelectuais, políticos, pessoas com grande potencial de negócios, e pela imprensa da época. Por esse motivo o periódico não tinha grande número de assinantes, então, Henrique Silva encarregava-se de distribuir exemplares nas principais instituições da época para assegurar uma melhor circulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Não existem dados concretos que mostrem que a revista tenha chegado a um alcance nacional, entretanto há relatos de que A Informação Goyana perpassou as barreiras nacionais e chegou a outros países, como França e Uruguai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Referências: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NEPOMUCENO, Maria de Araújo —“ O papel político-educativo de A informação Goyana na construção da nacionalidade” — 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ASSIS, Wilson Rocha — “ Estudos de história de Goiás” — 2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FREIRE, Américo ; da Motta, Marly Silva; Rocha, Dora — História em curso, o Brasil e suas relações com o mundo ocidental, 2004&lt;br /&gt;*Alberto Torres, 1914&lt;br /&gt;http://www.ibge.gov.br/7a12/voce_sabia/curiosidades - O tamanho do Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/goias/goiania.pdf - Goiânia,Goiás GO.Histórico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.prp.ueg.br/06v1/ctd/pesq/inic_cien/eventos/sic2005/arquivos/humanas/a_inf_goyana.pdf - A informação Goyana e a origem do discurso oposicionista à dominação política oligárquica no início do século XX&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.ige.unicamp.br/simposioensino/artigos/040.pdf -  Divulgação científica e recursos naturais: O papel da revista A Informação Goyana na construção da imagem do Estado de Goiás, 1917 - 1935.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291811765283385745-273970773334708825?l=dana-jornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/feeds/273970773334708825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=291811765283385745&amp;postID=273970773334708825&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/273970773334708825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/273970773334708825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/2008/11/informao-goyana-comunicao-em-prol-de.html' title='A Informação Goyana: comunicação em prol de Goiás'/><author><name>Lorena Dana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15626693988872848654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wpQC34cxQ-c/TE2BRW_gfII/AAAAAAAACz8/ZyVzE5xDmMk/S220/AVATAR_DANA-box.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-291811765283385745.post-4669479618317691875</id><published>2008-11-02T13:00:00.000-02:00</published><updated>2008-11-02T13:01:36.835-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Universidade Federal de Goiás'/><title type='text'>Dois Lados da Mesma Moeda</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Universidade Federal de Goiás. O primor da educação superior do Estado. Nos dois campi da capital, circulam mais de vinte mil estudantes diariamente. São mais de 50 cursos oferecidos, incluindo graduações, pós-graduações, mestrados e doutorados. Somente no último ano mais de 28 mil pessoas se inscreveram para o processo seletivo vestibular, na tentativa de ingressar na almejada “educação pública de qualidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, esse ambiente tão bem visto pelo senso-comum pode não ser tão aprazível quando analisado mais profundamente. Dentre várias facetas que poderiam ser consideradas, enfatizo agora as discrepâncias internas em relação ao tratamento político-educacional dado entre os vários cursos da instituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Setor Universitário, próximo à região central de Goiânia, encontra-se o Campus Colemar Natal e Silva, o Campus I. Em volta da Praça Universitária, estão os prédios dos chamados “cursos de elite” como Medicina, Enfermagem, Direito e as Engenharias. Detalhe explícito: os cursos possuem prédios próprios. Ali é possível encontrar construções muito bem estruturadas e esteticamente bonitas – somente comparáveis a edifícios de universidades privadas da capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Esses prédios possuem bibliotecas próprias, computadores à disposição dos alunos, salas climatizadas, equipamentos modernos, laboratórios muito bem equipados, elevado número de professores no corpo docente, e consequentemente mais qualidade de aprendizagem. Não foi à toa que o curso de Medicina da UFG, ganhou conceito máximo no último Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, Enade. O próprio diretor da faculdade, Heitor Rosa, afirmou que “há uma série de fatores que levaram à faculdade a estar entre as oito melhores do país na categoria, mas o principal é a motivação dos estudantes, que realmente tem motivos para quererem se dedicar aos estudos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o outro Campus II, o Campus Samambaia, fica a quase vinte quilômetros da região central, no extremo noroeste da cidade. Isolada de quase tudo, a área rural foi uma doação dada à instituição na época da Ditadura Militar. Devido a esse motivo, as construções feitas ali foram especialmente planejadas como sendo uma benfeitoria contraditória. Os prédios foram feitos em valas no chão, como porões, com forma de blocos paralelepípedos, e com pequenas estruturas de saída. Dessa maneira, os estudantes da UFG estariam suscetíveis a ações da polícia caso investissem em algum movimento contra-ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Campus II é onde se encontram os demais cursos da Universidade, divididos pela idade das construções. Os primeiros prédios são aqueles já descritos acima – dez “caixotes” interpostos, com ligações feitas por meio de corredores únicos, que transpassam as unidades. A maioria não possui ao menos paredes de concreto (as salas são divididas apenas por divisórias de madeira compensada), ou forro no teto (as instalações elétricas ficam à mostra até em prédios de Ciências Biológicas e de Química, oferecendo riscos principalmente aos usuários de laboratórios).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Além disso, esses edifícios já possuem mais de quarenta anos e não chegam nem perto da estrutura básica necessária para atender à comunidade acadêmica. Os laboratórios estão sucateados, não há reagentes no Instituto de Química, não há iluminação para o Estúdio de Televisão, não há nem mesmo computadores suficientes para que os estudantes possam fazer pesquisas simples... Outros exemplos são as estruturas de sala de aula: estudantes disputam entre si para compartilhar o mesmo ambiente, muitas cadeiras estão quebradas ou impróprias para uso, o sistema de ventilação encontra-se quebrado ou defasado em vários institutos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já as outras construções do Campus II encontram-se afastadas das demais, sem vínculo físico. São as Faculdade de Letras, Artes Visuais e Música, o Centro de Aulas, a Agronomia, Veterinária e vários prédios administrativos. Alguns são tão distantes dos outros que é preciso um ônibus interno para transportar a comunidade acadêmica. (Note que os atrasos do ônibus existem, mas ainda não são discutidos aqui).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fato a ser discutido é a defasagem do número de profissionais no corpo discente, que fatalmente não chega ao nível ter de cento e cinqüenta professores como o curso de Medicina. O curso de Jornalismo, por exemplo, conta com cerca de quinze professores ao todo (e vale a pena dizer que divide alguns deles com as outras habilitações de Comunicação Social, como Publicidade e Propaganda, e Relações Públicas – graduações que junto com Biblioteconomia, dividem o mesmo prédio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Universidade Federal de Goiás pode ser a de maior renome no Estado, pode ter os melhores e mais bem formados professores da região, e seu ingresso pode ser o sonho indiscutível de toda uma legião de vestibulandos goianos; mas devido a todas as problemáticas acima fica a dúvida do tipo de formação que realmente está sendo oferecida aos estudantes que nela se matriculam. Qual o motivo da enorme diferença entre os “cursos elitizados” e os demais? A verba é entregue de forma diferente pelo governo federal ou há um problema administrativo na universidade? As raízes da Ditadura ainda estão arraigadas nas entranhas dos cursos do Campus II? O engajamento de um estudante que possui todos os recursos de que necessita é diferente daquele que possui apenas os recursos possíveis, dentro da mesma instituição?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291811765283385745-4669479618317691875?l=dana-jornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/feeds/4669479618317691875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=291811765283385745&amp;postID=4669479618317691875&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/4669479618317691875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/4669479618317691875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/2008/11/dois-lados-da-mesma-moeda.html' title='Dois Lados da Mesma Moeda'/><author><name>Lorena Dana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15626693988872848654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wpQC34cxQ-c/TE2BRW_gfII/AAAAAAAACz8/ZyVzE5xDmMk/S220/AVATAR_DANA-box.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-291811765283385745.post-6768686957272341838</id><published>2008-11-02T12:59:00.000-02:00</published><updated>2008-11-02T13:00:11.380-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escola Base'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mídia'/><title type='text'>Escola Base: os culpados foram os que queriam culpar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É comum que se faça analogia há algo que marcou a História ou que de alguma forma seja modelo para explicações teóricas em todas as áreas da vida, seja ela do dia-a-dia, ou de contexto aplicado a situações específicas. Há sempre um ponto referencial pelo qual se permeia os pensamentos e se traça paralelos. É assim que Bill Gates é visto como o célebre da informática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que se coloca o atentado nuclear a Hiroshima e Nagasaki como referência para massacres bélicos. É dessa maneira que se comparam todos os novos talentos do futebol com o ícone-mor, Pelé. E é também dessa forma que o caso Escola Base torna-se a chave comparativa para os escândalos de abusos jornalísticos no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Uma mãe, em um ato precipitado, denunciou possíveis abusos sexuais sofridos por seu pequeno filho, que estudava na Escola Base. Até então, nada houvera contra o educandário, os casais de donos sempre foram vistos com boa índole, e a educação oferecida era exemplar. Inclusive nos últimos tempos, a escola havia crescido o seu número de alunos de forma muito grande. A polícia soube do fato pelo boletim de ocorrência, e para pagar uma “dívida moral” com a imprensa, resolve chama-la para fazer a cobertura do caso. Isso aconteceu por que semanas antes, um policial militar havia sido preso, e a polícia tentou acobertar o caso, não permitindo a divulgação pela mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Com certeza pedofilia é um dos assuntos que mais repercutem no senso-comum pela barbaridade dos crimes que geralmente são cometidos. Dessa forma, a imprensa se aproveitou da situação para construir toda uma trama, fazendo com que os boatos drasticamente se tornassem um verdadeiro festival de matérias bombásticas lançadas em todos os meios de comunicação — de jornais impressos, rádios, até o jornal televisivo mais assistido no país: o Jornal Nacional da Rede Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Os donos da escolinha tornaram-se a principal atração dos programas, como animais que são perseguidos pelos olhares dos visitantes em um zoológico, lá estavam eles, na mira de todas as câmeras, sem poderem se defender, atrás da jaula construída simbolicamente pelos poderes coercitivos da polícia e da imprensa. Infelizmente, sem a apuração devida, as matérias já os apontavam como criminosos, instigando uma aversão popular, antes mesmo de um julgamento, antes até mesmo de alguns envolvidos prestarem depoimento na delegacia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Nesse circo dos horrores que foi montado em volta da pequena escola infantil, os fatos mais esdrúxulos possíveis viriam a ocorrer. Um gringo naturista foi acusado de ser um dos grandes mentores do plano diabólico por que emprestava sua piscina para crianças nadarem, e possuía fotos de adultos nus em praias de nudismo. A interação de uma criança com uma tartaruga de jardim  foi creditada como um reconhecimento da área onde supostamente houvera o crime. O veículo de transporte das crianças foi intitulado de “Kombi de orgias do maternal”. Números de casas foram trocados propositalmente para que pistas fossem tidas como fundamentadas. Acusados foram presos sem mandatos de prisão. Policiais que bebiam após o expediente foram vistos com indignação. E muito, muito mais histórias que só não parecem mentira porque estão todas retratadas nos arquivos jornalísticos e policiais da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Talvez anteriormente a março de 1994 fosse passível de apenas utilizar-se do caso Watergate, ocorrido nos EUA, para exemplificar a forma mais duvidosa pela qual alguns comunicadores fazem-se agentes de trabalho. Entretanto, mesmo com as incríveis façanhas de Carl Bernstein e Bob Woodward na redação do jornal The Washington Post na década de 70, o resultado foi plausível para o veículo, já que apesar de denúncias terem sido feitas às cegas, o esquema investigado era verdadeiro e os culpados foram desbancados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Em Watergate, os dois jornalistas movidos por revelações de uma fonte que agia em anonimato — o Deep Throat, ou Garganta profunda—, investigavam o envolvimento da Casa Branca, mais particularmente da pessoa de Richard Nixon, o presidente da república, com a invasão do edifício sede do Comitê Nacional Democrata. As matérias, apesar de duvidosas, foram publicadas periodicamente, pelo esforço dos repórteres que investigaram a fundo tudo o que estava ao alcance deles. E sim, Richard Nixon foi investigado e culpado, e foi destituído de seu cargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A questão é o que fazer quando toda especulação e denuncismo só encontram um desagradável culpado: o próprio autor do estardalhaço? Foi exatamente isso que ocorrera no caso Escola Base. Todos os acusados foram absolvidos, nenhuma prova foi encontrada, não houve incriminação de ninguém; entretanto, a imprensa teve que pagar caro por seus atos. Ainda que as verdadeiras vítimas não tenham recebido, até hoje, suas indenizações por direito, a imprensa teve que se retratar e mostrar sua face mais obscura ao público — uma face vislumbrada pelo desejo de lucro a qualquer preço, com olhos sedentos por manter a atenção do público e com lábios sedentos por professar informações a qualquer custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Nessa memorável passagem, os repórteres, assim como os veículos a que representavam, tornaram um boato em um dos fatos mais repercutidos da época. Tudo por causa do utilitarismo em prol da curiosidade pública. “Se só esses acusados aí vão se prejudicar, tudo bem! Ainda temos toda a população do país em busca do que podemos oferecer como profissionais da comunicação!”, era o pensamento, mesmo que involuntário, da maioria daqueles jornalistas que acompanhavam dia após dia, um caso sem fundamentos, cheio de devaneios públicos, mas que trazia lucros a curtíssimo prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Por causa dessa falta de responsabilidade e ética jornalística, eles até hoje conseguiram o nada honroso feito de serem referência como maus exemplos de profissionais — sendo estudados em Universidades como patologias infecciosas, que devem ser prevenidas a todo o custo. Quatorze anos já se passaram, mas as lembranças ficaram nos livros, nas teses, nos artigos, mas, sobretudo, no pensamento das vítimas diretas. Por causa da falta de decoro profissional famílias foram destruídas, pessoas sobrevivem à base de compostos químicos e traumas psicológicos, com medo de terem seus rostos reconhecidos, com transtornos de identidade e tantos outros problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    É interessante ressaltar que no Código de Ética do Jornalista aprovado pelo Congresso Nacional dos Jornalistas Profissionais no seu artigo sétimo diz: “O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade dos fatos, e seu trabalho se pauta pela precisa apuração dos acontecimentos e sua correta divulgação”. Além disso, no artigo nono, está escrito: “É dever de o jornalista respeitar o direito à privacidade do cidadão”. Nesses recortes, vêem-se claramente as regras às quais os profissionais de comunicação precisam se pautar; entretanto diante das situações que a mídia se envolve é sempre controverso imaginar que no mercado capitalista selvagem em que vivemos seja possível o exercício da profissão de uma forma sadia, sem as corrupções descritas em casos como o da Escola Base.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291811765283385745-6768686957272341838?l=dana-jornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/feeds/6768686957272341838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=291811765283385745&amp;postID=6768686957272341838&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/6768686957272341838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/6768686957272341838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/2008/11/escola-base-os-culpados-foram-os-que.html' title='Escola Base: os culpados foram os que queriam culpar'/><author><name>Lorena Dana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15626693988872848654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wpQC34cxQ-c/TE2BRW_gfII/AAAAAAAACz8/ZyVzE5xDmMk/S220/AVATAR_DANA-box.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-291811765283385745.post-2592898917880119247</id><published>2008-11-02T12:57:00.001-02:00</published><updated>2008-11-02T12:58:19.986-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sérgio Vilas Boas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Os Estrangeiros do Trem N'/><title type='text'>Resenha: Os Estrangeiros do Trem N (Sérgio Vilas Boas)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Plínio, Angél, seu vizinho, o amigo do amigo: os estrangeiros do trem N&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Make money: o sonho de milhares de brasileiros, mexicanos, colombianos, etíopes, e tantos outros estrangeiros, que viajam para os Estados Unidos da América. No início, o objetivo é geralmente o mesmo: trabalhar, trabalhar, trabalhar, e trabalhar; ganhar o máximo de dinheiro possível, fazer o “pé-de-meia” e voltar para o país de origem para ter a vida que qualquer pessoa sempre sonhou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Mas, nesse meio tempo eles descobrem que há muito mais coisas que compreendem o sonho americano do que o make money. Acabam conhecendo as várias faces de um país tomado por imigrantes, extremamente capitalista, no qual eles vivem muito mais episódios do que imaginavam: amores, amizades, patrões, drogas, imigração, polícia, burocracia...  Sutilmente suas identidades se fundem a esse novo mundo, e os sujeitos se tornam mais complexos e também mais suscetíveis a crises pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Sérgio Vilas Boas, em seu livro Os Estrangeiros do Trem N, faz um grandioso trabalho de jornalismo literário para narrar a história desses imigrantes, mais particularmente dos que tomam a Cidade de Nova York como novo lar. Em 388 páginas, o repórter Paulo Monfort (identidade forjada do autor) conta a sua própria trajetória ao chegar na “Cidade da Liberdade” com sua mulher, e mescla essa narrativa às trajetórias dos estrangeiros que encontra pelos trens do metrô, como as de Plínio João e Angel Benadski — dois brasileiros que caíram de pára-quedas nesse universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    De uma forma que cativa o leitor, o jornalista descreve minuciosamente todos os ambientes, pessoas, e acontecimentos com que se depara. Ao longo do livro, é possível encontrar todos os tipos de situações, que vão desde os processos burocráticos para um imigrante ilegal tirar sua carteira de motorista, até as falhas na segurança interna de um presídio, que culmina na fuga de um detento. A todo o tempo o autor não se detém ao mostrar um lado sórdido e nocivo que propositalmente, ou não, não se vê nos filmes hollywoodianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    É interessante notar que em muitos trechos, Sergio Vilas Boas, transcreve totalmente as gravações que fez em fita k-7, com todas as falhas e regionalismos que foram ditos pelos entrevistados. Inclusive, por esses escritos, é possível compreender a relação que o repórter mantinha com suas fontes. Muitas vezes Paulo é visto como um ser detentor de visão crítica, ao qual muitos imigrantes chegaram a pedir conselhos e a desabafar. Dessa forma, ele cultiva suas relações interpessoais, chegando a passar anos convivendo com as mesmas pessoas a fim de conseguir obter informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Os Estrangeiros do Trem N é um livro desmistificador, que quebra com os paradigmas aos quais estamos habituados. Explana muito bem as causas e conseqüências de quem se arrisca pelo sonho americano. Além disso, não teoriza apenas, mas mostra na prática, e com exemplos reais, todos os fatos ocorridos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291811765283385745-2592898917880119247?l=dana-jornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/feeds/2592898917880119247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=291811765283385745&amp;postID=2592898917880119247&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/2592898917880119247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/2592898917880119247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/2008/11/resenha-os-estrangeiros-do-trem-n-srgio.html' title='Resenha: Os Estrangeiros do Trem N (Sérgio Vilas Boas)'/><author><name>Lorena Dana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15626693988872848654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wpQC34cxQ-c/TE2BRW_gfII/AAAAAAAACz8/ZyVzE5xDmMk/S220/AVATAR_DANA-box.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-291811765283385745.post-7962969219853477119</id><published>2008-11-02T12:52:00.000-02:00</published><updated>2008-11-02T12:56:50.729-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Identidade Cultural na Pós-Modernidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Stuart Hall'/><title type='text'>Resenha: Identidade Cultural na Pós-Modernidade (Stuart Hall)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    Stuart Hall indaga sobre o que é a identidade e como ela se correlaciona com todas as possibilidades oferecidas dentro da perspectiva de um mundo pós-moderno. Dessa forma, o autor se propõe a discorrer, observando outras teorias sociais sobre o assunto. A primeira parte do livro é dedicada a explanar sobre a questão do que realmente vem a ser essa “identidade”, se é algo concreto ou subjetivo, descritível ou não. Hall afirma em sua teoria que não há apenas uma identidade capaz de qualificar um sujeito, mas que cada indivíduo possui diversas formas de se compreender como parte integrante da sociedade. Nisso inclui-se aspectos como etnias, raças, religiões, e o pertencimento a vários tipos distintos de grupos sociais. No entanto, há uma aba mais importante dentre essas discussões, de acordo com Hall, que é o âmbito de cultura nacional. Nesse sentido, fica claro que para o autor, identidade não é apenas um substantivo que possui uma imagem denotativa, mas sim um desígnio para algo muito mais complexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Ele perpassa três concepções de identidade, desde o sujeito do Iluminismo, que tinha a certeza de seu lugar determinado, como indivíduo centrado nos seus saberes, em arranjo com a posição das classes na sociedade e com Deus, passando pelo sujeito sociológico que é aquele que adquiriu maior capacidade crítica diante do que lhe é imposto, até o sujeito pós-moderno, aquele que não tem identidade fixa, que é mutável e inconstante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Hall explora ainda a questão do que é modernidade, para definir também o que é esse sentimento e fato de pós-modernidade. Ele também explana sobre a questão dessa chamada modernidade nos países que não tiveram parte significante na revolução industrial, e por isso tiveram uma modernidade tardia. Dessa forma, ele volta aos vários conceitos aplicados à palavra “globalização” para discutir seus ínfimos significados e seus impactos sobre as identidades culturais. Em outras palavras, ele discorre sobre o Imperialismo cultural, decorrente de formas físicas e políticas de imposição causadas por esses processos de dependência financeira e tecnológica, principalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    É como se a sociedade moderna fosse um inteiro formado por inúmeras outras partes que não se relacionam necessariamente entre si, formando uma rede complexa de co-relações, instituídas por cada um desses indivíduos complexos que se organizam de forma também complexa, dentro de suas comunidades por interesses afins. Além disso, pelos processos impositórios, há também relações de forças exteriores que agem sobre determinadas comunidades, por questões diversas, como política, economia ou intolerância religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A partir de então Stuart Hall começa a caracterizar as ações humanas e suas implicações a partir da premissa de que há modificação sobre a sociedade. Desde quando o humanismo reinou certo sobre o mundo ocidental, e Deus deixou de ser o centro universal, o ser humano tomou esse posto de pilar central. Entretanto, com o advento da pós-modernidade, houve a chamada descentração do indivíduo. Por causa de toda descontinuidade de identidades formadoras do “eu”, há uma quebra com esse paradigma de um ser humano detentor de auto-conhecimento capaz de colocá-lo em um pedestal de conforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    À medida que o indivíduo começa a conviver mais com a sociedade, ele passa a compreendê-la melhor e adquire maiores habilidades que o capacitam a criticá-la e a discernir de uma melhor forma seus componentes. Nesse sentido, quando o ser humano passa a conviver dentro de um ambiente completamente urbano, como uma metrópole, e é forçado a se relacionar com os mais diversos tipos de pessoas, seja por quais situações forem, ele acaba sendo absorvido por esse todo, e se torna parte dele. É aqui que o sujeito iluminista é totalmente desmentido, pois se admite que alguns poderes tentam controlar a formação da identidade. Sendo que, essa identidade é composta durante toda a vida, ou seja, o processo é sempre contínuo, não há formas de haver um conceituamento concreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Hall afirma a todo momento que os indivíduos tendem a buscar formas de se caracterizarem diante dos demais, por isso a forma mais simplória e mais utilizada para fazer essa rotulação é a identidade nacional, que passa a ser também a identidade cultural mais marcante do ser. De acordo com ele, sem um sentimento de identificação nacional, o homem passa a ter crises de identidade. Um grande problema para essa forma de classificação, é que muitas vezes o nacionalismo é forjado com o tempo, pois dentro de uma própria nação pode haver sentimentos de disparidades. Além disso, dentro de um mesmo Estado-Nação há várias sub-identidades, que não são determinadas geograficamente por necessidade. Nessa perspectiva, o autor se volta mais uma vez à globalização, pois esta está ligada a uma mixagem muito gritante às identidades nacionais, — seja por Imperialismo, por transnacionalização, por imigração, ou por diversos outros motivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Por isso, Stuart Hall afirma que a globalização é responsável por essa inconsistência, esse colapso de identidades, principalmente por haver uma alteração simbólica na distância e no tempo, graças ao advento dos meios modernos de telecomunicação, como a internet e a radiodifusão. Dessa forma, formam-se identidades híbridas, sem um núcleo comandante ou que seja passível de se classificar por determinada ênfase. Outro aspecto que a globalização trás de novo é a preocupação com o presente, pois as modificações de espaço e tempo causam efeito profundo na sociedade. Hall também deixa claro que quanto mais as sociedades se expõem, mais a globalização se infiltra; e pela falta de uma cultura forte, dominante, ocorre uma homogeneização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Dentro dessa rede de correlações, é perceptível também que essas homogeneizações interferem na cultura global, mas também na cultura local, graças à exportação de cultura. Hall exemplifica com um das polarizações mais notáveis atualmente, o Oriente versus o Ocidente, que se modificou a partir do momento que houve correntes imigratórias. Por um outro lado, outros processos foram instaurados, como a xenofobia, causada por causa da diversidade cultural dentro de um mesmo território, que constrói estereótipos preconceituosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Além disso, é preciso compreender que dentro de uma mesma cultura há indivíduos diferentes, e com a imigração, essas pessoas transferem-se para outras culturas e acabam por formar novas culturas. Hall pontua dois pontos essenciais dentro dessa discussão. O primeiro é a respeito das trocas culturais que sempre acontecem de formas distintas para cada um dos dois pólos. E a segunda é sobre o fato de que com um pólo hegemônico, as outras culturas tornam-se periféricas; e mesmo que haja um poder centralizador, existem trocas entre os pontos periféricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Stuart Hall finaliza discutindo questões como o sincretismo, que nada mais é do que a fusão de várias culturas que contribuem para formar uma única cultura. Para o autor, essa busca por uma cultura pura é pré-requisito para instaurar uma tirania. Dessa forma, ele também permeia uma explanação sobre o fundamentalismo, ou extremismo, que se estabelece principalmente em países pobres, por que esses são mais vulneráveis política e economicamente. O autor afirma que nesse caso os desvios causados pela globalização são alimentados pelo ocidente, mas ao mesmo tempo, e contraditoriamente, o ocidente se descentraliza. Hall conclui que o nacionalismo e a rotulação de etnia seriam formas arcaicas de apego, uma forma de o indivíduo se caracterizar como parte da sociedade de uma forma que cause mais conforto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291811765283385745-7962969219853477119?l=dana-jornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/feeds/7962969219853477119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=291811765283385745&amp;postID=7962969219853477119&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/7962969219853477119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/7962969219853477119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/2008/11/resenha-identidade-cultural-na-ps.html' title='Resenha: Identidade Cultural na Pós-Modernidade (Stuart Hall)'/><author><name>Lorena Dana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15626693988872848654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wpQC34cxQ-c/TE2BRW_gfII/AAAAAAAACz8/ZyVzE5xDmMk/S220/AVATAR_DANA-box.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-291811765283385745.post-1492439437730874612</id><published>2008-11-02T12:28:00.000-02:00</published><updated>2008-11-02T12:52:31.279-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Museu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Catira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='RodeioShow'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aparecida de Goiânia'/><title type='text'>Mulher Transforma Casa em Museu</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Moradora de Aparecida de Goiânia resgata objetos antigos e coordena um centro de valorização da cultura regional na própria casa&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Lorena Gonçalves&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;____________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nilmari Alves Siqueira é neta de um dos pioneiros de Aparecida de Goiânia, Benedito Batista de Toledo, e descendente de um dos fazendeiros fundadores da cidade. Católica devota, criou e comanda a Associação de Catira, Folia e Quadrilha, um centro de resgate da cultura popular aberto em sua própria residência. O local é aberto à visitação pública e é onde a moradora pode expor artesanatos que coleciona há anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Objetos do contexto histórico goiano estão expostos por todos os cômodos da casa. Na varanda de entrada estão rodas de fiar, teares, pilões, panelas de barro, pinturas, e estátuas. Prateleiras cheias de objetos peculiares estão suspensas por todas as paredes. Na área interna da casa estão violas, balões de papel colorido, vasos e arranjos florais. Na sala, nos quartos e na cozinha há elementos que remetem à zona rural, como panelas e xícaras esmaltadas, colchas de retalho e crochês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Na casa localizada no centro da cidade, é possível encontrar desde flores de papel e trançados de palha, até ferros de marcar gado com mais de 150 anos de idade. A coleção começou a ser feita há mais de 10 anos por Nilmari. A maioria das peças expostas foram doações de amigos e de admiradores da idéia, outros artefatos foram comprados com dinheiro do próprio bolso, e outros foram fabricados por ela mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Resgate da cultura popular&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A associação liderada por Nilmari foi fundada há 10 anos e teve início com a criação do grupo de catira e folia, Os Filhos de Aparecida. “A folia e a catira estavam acabando aqui na cidade. As pessoas mais antigas, e que participavam das tradições, morreram. Eu tentei resgatar isso, porque a cultura da cidade é exatamente a catira e a folia”, afirmou Nilmari.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além d’Os Filhos de Aparecida, a associação formou recentemente um grupo exclusivamente feminino, o Meninas de Aparecida, composto por garotas de  cinco a 18 anos de idade. Os grupos participam de campeonatos por todo o Estado, e já conseguiram reconhecimento nas competições e prêmios de primeiro e segundo lugar em vários torneios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jéssica Ferreira Franco, de 11 anos, é uma dessas alunas e hoje faz parte do grupo feminino. “Uma amiga me chamou pra conhecer, eu gostei e estou aqui até hoje. Já até viajei com o pessoal nos campeonatos. Meus amigos acham diferente, mas eu não dou nem bola pra o que eles falam” afirmou Jéssica enquanto se preparava para uma tarde de ensaios de catira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto recebe apoio das Secretarias de Educação e de Cultura de Aparecida, que ajudam financeiramente e cedem funcionários para trabalharem no centro. Entretanto, Nilmari critica algumas posturas tomadas pela administração da cidade: “Depois que a nossa festa foi transformada em RodeioShow, eu não gosto mais. Juntaram o dia de Nossa Senhora de Aparecida com o aniversário da cidade”, desabafa a idealizadora do projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nilmari refere-se à festa popular e religiosa que ocorria todos os anos na Praça da Matriz da cidade, a “Festa de Maio”. Devido a questões estruturais e políticas, o evento se desvinculou da Igreja Católica num processo que começou desde 1994. A sede da festa foi transferida para o atual Centro de Cultura e Lazer José Barroso (vulgo RodeioShow), a entrada deixou de ser gratuita, e os cultos religiosos foram remanejados para a Igreja Matriz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A participação na associação é livre e gratuita. Os interessados podem fazer aulas de viola, violão, catira e dança country. Os coordenadores da associação observam os alunos e os convidam para participarem dos grupos principais quando se tornam aptos para as apresentações. Há ensaios pelo menos uma vez por semana.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291811765283385745-1492439437730874612?l=dana-jornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/feeds/1492439437730874612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=291811765283385745&amp;postID=1492439437730874612&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/1492439437730874612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/1492439437730874612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/2008/11/mulher-transforma-casa-em-museu.html' title='Mulher Transforma Casa em Museu'/><author><name>Lorena Dana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15626693988872848654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wpQC34cxQ-c/TE2BRW_gfII/AAAAAAAACz8/ZyVzE5xDmMk/S220/AVATAR_DANA-box.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-291811765283385745.post-4843700311826411244</id><published>2008-11-02T12:23:00.000-02:00</published><updated>2008-11-02T12:27:49.725-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Código de Conduta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Canadá'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Québec'/><title type='text'>Jornalismo no Canadá</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Associação de Profissionais e Sindicatos  *&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, a maioria dos jornalistas são membros de um sindicato afiliado da Federação Nacional de Comunicação, criada em 1962, a qual integra a CSN. A FNC reúne 5 mil membros dos quais 1500 são jornalistas. “A FNC age como porta-voz sindical do conjunto de jornalistas e intermédia algumas questões relacionadas à legislação, relações trabalhistas e qualidade da informação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jornalistas permanentes, ocasionais, ou freelancers têm a possibilidade de se aderirem à Federação Profissional de Jornalistas de Québec (FPJQ) ou à Associação Canadense de Jornalistas (ACJ). Fundada em 1969, a FPJQ reúne 1500 membros, dos quais algumas centenas são freelancres não sindicalizados. “Ela intermédia principalmente os casos nos quais o trabalho ou o destino de seus membros são ameaçados por uma decisão ou uma transação, ou em situações de conflitos ligados ao enfoque da imprensa.” Em 1996, a FPJQ adotou um guia deontológico que se vale como referência para o trabalho dos jornalistas e para a gestão das empresas. O Conselho de Imprensa, e o público em geral têm o mesmo senso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Associação de Jornalistas Independentes de Québec (AJIQ), fundada em 1988, se concentrou sobre os problemas e o destino dos freelancers. A AJIQ luta, entre outras coisas, para que os freenlancers sejam reconhecidos diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Código de Conduta dos Jornalistas na Província de Québec - Canadá *&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1. Definição&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste Guia o termo “jornalista” se refere a todas as pessoas que exercem uma função de jornalismo em nome de uma empresa de imprensa. Exerce uma função de jornalista a pessoa que executa, para a difusão de informações ou de opiniões ao público, uma ou mais das seguintes tarefas: pesquisa de informação, reportagem, entrevista, redação ou preparação de relatórios, análises, comentários ou crônicas especializadas, tradução e adaptação de textos, fotografia, reportagem filmada ou gravada; diagramação (titulação, layout...), correção de textos, desenho de caricaturas atuais, desenho e grafismo de informações; animação, realização ou supervisão de transmissões ou de filmes sobre a atualidade; direção dos serviços de informação, dos afazeres públicos ou de serviços similares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2. Valores fundamentais do jornalismo &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jornalistas baseiam seu trabalho sobre os valores fundamentais, como o espírito crítico que lhes fazem duvidar metodicamente de tudo, a imparcialidade que lhes fazem pesquisar e expor os diversos aspectos de uma situação, a equidade que lhes fazem considerar todos os cidadãos como iguais perante a impressa assim como eles são iguais perante a lei, a independência que lhes mantém à distância dos poderes e dos grupos de pressão, o respeito ao público e a compaixão que lhes fazem observar as normas de sobriedade, a honestidade que lhes fazem respeitar escrupulosamente os fatos, e a capacidade de entendimento que supõe a capacidade de serem receptivos às realidades que lhes são estranhas e de relata-las sem prejuízo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3. Verdade e rigor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. a) Os jornalistas tem a obrigação de assegurar a verdade dos fatos que eles reportam, no termo de um rigoroso trabalho de coletar e de verificar as informações. Eles devem corrigir seus erros com rapidez e de reparar apropriadamente os danos causados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.b) Os jornalistas devem se situar dentro dos contextos dos fatos e opiniões de maneira a fazer com que eles sejam compreensíveis, sem exagerar ou diminuir o sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.c) Os títulos e apresentações dos artigos e reportagens não devem exagerar nem induzir ao erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.d) Os jornalistas devem distinguir cuidadosamente aquilo que é sua opinião pessoal, uma análise, e as informações factuais afim de não causar confusão dentre o público. Os jornalistas devem se ater a todos os relatos precisos dos fatos. Nos gêneros jornalísticos como os editoriais, as crônicas e as notas, nos quais o jornalismo é engajado, e a expressão de opiniões requer uma grande amplitude, os jornalistas devem de toda forma respeitar os fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.e) Um rumor não pode ser publicado salvo se emanar de uma fonte confiável, e se for significativo e útil para compreender um evento. Ele deve ser identificado como um boato. No domínio judiciário, a publicação de rumores deve ser evitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.f) Os jornalistas devem respeitar fielmente o sentido daquilo que escrevem. As citações, as erradas, os ajustes sonoros, ect, ou suas seqüências não devem tirar o senso de propósito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.g) Fotos, gráficos, sons e imagens difundidas ou publicadas devem representar mais fielmente possível a realidade. As preocupações artísticas não devem conduzir a confusão pública. As fotomontagens devem ser identificadas como tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.h) Os jornalistas não devem plagiar. Se eles adquirem uma notícia exclusiva que acaba de ser publicada ou difundida por outra mídia, devem identificar a fonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4. A colheita de informações&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Os jornalistas exercem seu trabalho com face descoberta, se identificando como jornalistas. Eles recolhem informações pelos métodos aprovados pelo jornalismo: entrevistas, pesquisas bibliográficas, consultas de informações e de contatos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4.a) Procedimentos clandestinos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir alguns dos casos nos quais os jornalistas são acusados de utilizar procedimentos clandestinos para obter informações que eles procuram: falsa identificão, micro câmeras escondidas, imprecisões sobre as intenções de reportagem, fiações, infiltrações...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os recursos de tais meios devem ser excepcionais. Os jornalistas podem emprega-los quando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* a informação procurada é de óbvio interesse público, por exemplo nos casos em que se ocorre de encontrar à luz do dia ações socialmente repreensíveis;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* a informação não pode provavelmente ser obtida ou verificada por outros meios, que já devem ter sido utilizados sem sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* os ganhos do público podem ser superados pelos inconvenientes que podem ser causados por certos indivíduos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O público vai ser informado dos recursos desta maneira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.b) Fontes pouco familiares para a imprensa:&lt;br /&gt;    Os jornalistas devem informar àss fontes de informação pouco familiarizadas com a imprensa, que devem ser publicadas ou difundidas, e que podem ser reconhecidas por um grande número de pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.c) Assédio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Os jornalistas devem fazer prova de compaixão e de respeito para pessoas que acabam de vivenciar um drama, ou para os parentes da vítima, e evitar de assediar para obter informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5.a) Reconstituição e montagens em cena&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Os jornalistas preferem a representação da realidade por meio de reconstituição por diversos artifícios. As reconstituições de eventos e montagens em cena podem ser utilizados no jornalismo afim de ilustrar e de dar suporte a uma reportagem, entretanto com prudência, pois o perigo de confundir o público existe. Antes de recorrer a isso, os jornalistas devem avaliar se é a melhor forma para que o público compreenda a situação. O público deve ser informado claramente que se trata de uma reconstituição ou de uma montagem em cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A reconstituição se limitará a reproduzir mais fielmente possível os fatos, as opiniões, e as emoções que se passaram no evento recriado.&lt;br /&gt;    Os documentos de arquivos devem ser identificados como tal, com a menção de data e de lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.b) Informações em Off&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Os jornalistas não são passíveis de respeitar as regras de conversação (“off the record”, “background”, publicações sem atribuições) a não ser se tiverem feito um acordo explícito. Essas regras devem ser estabelecidas antes da conversa e não depois. Os jornalistas devem limitar o recurso dessas regras de conversa que podem facilitar a manipulação pelas fontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.c) Aprovações pelas fontes&lt;br /&gt;    Os jornalistas não submetem suas reportagens às suas fontes antes de publicá-las ou de difundi-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.d) Publicidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Os jornalistas não engajam suas fontes para difundir a informação que elas lhe disseram, e eles rejeitam difundir uma informação em força de um contrato publicitário para uma empresa de imprensa ou em força de qualque outra vantagem. A informação e a publicidade devem ser separadas. Os jornalistas não escrevem “publireportagens”. Se eles são obrigados a fazê-lo, não devem assinar jamais. As “publireportagens” devem ser identificadas claramente como tal, afim de não causar confusão, mesmo por uma montagem na página com a informação. Os jornalistas devem cobrir os eventos que são pautados pela mídia com o mesmo rigor que todos os outros eventos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo caso, os jornalistas julgam a pertinência de difundir uma informação como seu mérito, seu interesse público e em relato de outras informações disponíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.e) Nomear ou não nomear os suspeitos e os acusados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Os jornalistas devem respeitar a presunção de inocência dos cidadãos. Quando alguém for objeto de um mandado de prisão, de uma prisão, ou de procedimentos judiciários formais, os jornalistas podem fazer identificação. Entretanto, se alguém não é apresentado como criminosos, notadamente deve-se empregar o tempo verbal “condicional” e outros métodos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Em abstenção de mandado de prisão ou de procedimentos judiciários, os jornalistas fazem prova de prudência antes de revelar a identidade de pessoas suspeitas, a menos que os suspeitos não sejam o resultado de um trabalho jornalístico rigoroso, como nos quais se pode encontrar, à luz do dia, atos socialmente repreensíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.g) Dever de continuidade&lt;br /&gt;    Quando um comunicador cobre um caso, no qual os indivíduos são incriminados e levados à justiça, é preciso continuar, na medida do possível, a noticiar até o término, para que as divulgue o caso ao público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.h) Nomear ou não nomear as vítimas&lt;br /&gt;    Salvo exceções, os jornalistas podem revelar os nomes de vítimas de acidentes e de atos criminosos. É uma informação de interesse público. Esta divulgação é particularmente importante quando a vítima é uma pessoa pública ou quando os fatos reportados podem ter conseqüências sobre responsabilidades sociais, ou sobre os mandatos públicos desses indivíduos em causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto às vítimas de delitos sexuais e seus parentes, os jornalistas devem se abster de identificar, salvo circunstâncias excepcionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6. Proteção das fontes e do material&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Os jornalistas devem identificar suas montes de informação para permitir ao público avaliar da melhor forma possível as competências, a credibilidade, e os interesses defendidos pelas pessoas que as difundiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.a) Anonimato&lt;br /&gt;    As informações importantes não podem ser recolhidas ou difundidas sem que os jornalistas garantam o anonimato de certas fontes. Esse anonimato pode, algumas vezes, servir para que as fontes manipulem impunemente a opinião pública, ou causar danos sem que precisem assumir a responsabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve ser usado, em último recurso, em situações excepcionais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* A informação é importante e não existem outras fontes identificáveis para obtê-la;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* A informação é de óbvio interesse público;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* A fonte que deseja o anonimato podem ser vítima de preconceitos se sua identidade for revelada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Os jornalistas explicam a preservação do anonimato e descrevem suficientemente a fonte, sem conduzir à sua identificação, para que o público possa apreciar sua competência, seus interesses, e sua credibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.b) Promessa de confidencialidade&lt;br /&gt;    Os jornalistas que prometem o anonimato a uma fonte, devem manter sua promessa sobre qualquer instância que seja, salvo se a fonte voluntariamente permitir ao jornalista. Um jornalista pode informar confidencialmente a identidade de uma fonte a seu superior, ainda respeitando perfeitamente a promessa de confidencialidade feita pelo jornalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.c) Material jornalístico&lt;br /&gt;    O material jornalístico publicado ou não (notas, fotos, fitas de vídeo, etc) não são destinados para a informação do público. Não devem se transmitidos pelos jornalistas para instâncias que utilizam o material para outros fins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.d) Testemunho dos jornalistas&lt;br /&gt;    Os jornalistas não são os informantes da polícia. Eles devem revelar as informações que já foram relatadas e publicadas pela mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.d) Remuneração das fontes&lt;br /&gt;    Os jornalistas e as empresas de comunicação não devem oferecer alguma remuneração às pessoas que aceitam ser fontes de informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;7. Vida privada e direito à informação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Os jornalistas respeitam o direito dos indivíduos à vida privada e defendem o direito  à informação, que é um direito individual fundamental na nossa sociedade. O exercício deste direito enriquece a vida privada de cada um dos cidadãos que querem enlargar seus horizontes e seus conhecimentos. Às vezes, esse direito entra em conflito com o direito do indivíduo à vida privada. Em tal caso, quando os fatos privados não representam um interesse público, mas somente uma simples curiosidade pública, os jornalistas privilegiam o direito à informação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* quando há uma personalidade pública ou uma pessoa que faz uma gafe pública, e que certos elementos de sua vida privada que são pertinentes, podem compreender o exercício de suas funções ou choques em perspectiva de sua vida pública e de seu comportamento público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* quando a pessoa fez de sua própria vida privada um personagem público; quando os fatos privados se desenrolam em praça pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;8. Direitos das pessoas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Os jornalistas devem concordar com um tratamento igual a todas as pessoas da sociedade. Os jornalistas podem fazer menção de características como a raça, a religião, a orientação sexual, a mutilação, etc, quando as mesmas são pertinentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Entretanto, se deve ao mesmo tempo, ser sensível ao porte das reportagens. Deve-se evitar as generalizações que prejudicam grupos minoritários, causar irritações, fazer alusões não pertinentes às características individuais, aos preconceitos e aos ângulos de cobertura sistemática desfavoráveis, que podem atiçar a discriminação. Será particularmente atentado aquilo que pode provocar as reações racistas, sexistas, homofóbicas, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;9. Conflitos de interesses&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Os jornalistas devem evitar as situações de conflitos de interesses e que aparentam conflitos de interesses, que tenham referência monetária ou não. Deve-se evitar todo comportamento, engajamento, ou função que pode tirar os deveres de independência, ou semear a dúvida ao público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Há conflitos de interesses quando os jornalsitas, por diversos contratos, favores e engajamentos pessoais, servem, ou podem parecer servir a interesses particulares, seus ou de outros indivíduos, grupos, sindicatos, empresas, patidos políticos, etc. A escolha de informações publicadas pelos jornalistas deve ser guiada somente pelo princípio de interesse público. Não se deve retirar partes da realidade a fim de preservar ou realçar a imagem de algum indivíduo, ou de algum grupo. Os conflitos de interesses fazem, ou podem parecer fazer escolhas que quebram a ligação de confiança entre os jornalistas e o público.&lt;br /&gt;    Os conflitos de interesses não devem ser aceitáveis porque os jornalistas são convictos, no fundo deles mesmos, de serem honestos e imparciais. A aparência de conflito de interesses é mais domável que o conflito real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;9. Relações públicas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Os jornalistas devem se abster de efetuar, fora do jornalismo, tarefas relacionadas à comunicação: relações públicas, publicidade, propaganda, cursos feitos àqueles que fazem eventos sobre a maneira de se comportar perante a mídia, simulacros de conferências de imprensa para preparar o porta-voz a se encontrar com jornalistas, etc. Essas tarefas servem interesses particulares e visam a transmissão de uma mensagem particular ao público. Os jornalistas não podem comunicar informações em partes, e repassar informações imparciais, sem suscitar a confusão do público e colocar dúvidas constantes sobre sua credibilidade e sua integridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9.b) Privilégios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Os jornalistas não devem se servir do estatuto profissional ou de informações recolhidas no exercício de suas funções para obter vantagens e privilégios pessoais, ou para beneficiar seus parentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Os jornalistas não devem cortar ou publicar uma informação, para ganhar vantagem pessoal ou para favorecer os parentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Em caso apropriado, o jornalista deve produzir para seu empregador uma declaração de interesses que incluam participações em empresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9.c) Brindes e gratificações&lt;br /&gt;    Os jornalistas devem recusar os brindes e gratificações que podem lhes ofertar por causa de suas funções. Os brindes recebidos devem ser devolvidos a seus expedidores com uma explicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A aceitação dos brindes compromente a imparcialidade ou a aparência de imparcialidade dos jornalistas. Os brindes não constituem uma vantagem normal, inerente à profissão jornalística.&lt;br /&gt;    Não é aceitável que sirvam diretamente relacionados ao trabalho jornalístico: livros, discos, entradas gratuitas em casas de críticas de artes e espetáculos, certos objetos para consumo jornalístico, etc. Antes de usar, quando estão intactos, estes objetos devem ser dados a organizações comunitárias ou públicas, salvo se permanecerem úteis como ferramentas de referência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um brined pode também ser aceitável quando este vale pouco e o custo de retorno a seu expeditor passa o custo do objeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9.d) Concurso de jornalismo&lt;br /&gt;    Os jornalistas participam, como candidatos ou jurados, nos concursos de jornalismo que servem de avanço ao jornalismo.&lt;br /&gt;    Os concursos servem o jornalismo quando o júri é independente de comandatários, quando é majoritariamente formado por jornalistas, e quando o juiz de obras segue os critérios jornalísticos reconhecidos. Isso garante a credibilidade dos jornalistas que são utilizados para apoiar e aprovar a causa. Isso garante também que o prêmio oriente o trabalho de futuros jornalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9.e) Viagens pagas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Os jornalistas e os comunicadores devem pagar os custos associados a suas reportagens. Não se deve aceitar viagens gratuitas, ou participações financeiras nos custos de reportagens por parte de organismos públicos ou privados para a busca de uma cobertura na mídia. As viagens pagas pelas fontes arriscam a criar uma distorção da cobertura, em favorecimento de grupos de interesses mais abastados, em detrimento daqueles que não tem meios de financiar reportagens. Isso pode também, em aparência, limitar a liberdade de expressão de jornalistas.&lt;br /&gt;    Uma viagem ofertada por uma font epode ser aceita:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* quando não existe outra forma de obter a informação, ou de se chegar ao lugar. No caso, o comunicador procurará o valor de custo da viagem e reembolsará;&lt;br /&gt;* quando a viagem visa unicamente a formação e o aprimoramento profissional, e não a produção de reportagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Em todo caso no qual um comunicador escolhe, em último recurso e em circunstâncias excepcionais, aceitar uma viagem paga por uma fonte, o jornalista deve poder conservar sua liberdade profissional no acompanhamento de sua reportagem, e o texto deve mencionar explicitamente que ele se deve a uma viagem paga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;10. Cláusula de consciência&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Os jornalistas são responsáveis por seus atos. Não devem ser forçados a recorrer a práticas contrárias à ética e à deontologia de sua profissão, mesmo que possam recusar uma culpa de suas próprias ações contra outros. Não podem ser forçados a assinar suas reportagens que foram modificadas substancialmente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;* Tradução livre do Código de Conduta de Jornalismo na Província de Québec - Canadá.&lt;br /&gt;Texto original em Francês e Inglês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291811765283385745-4843700311826411244?l=dana-jornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/feeds/4843700311826411244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=291811765283385745&amp;postID=4843700311826411244&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/4843700311826411244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/4843700311826411244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/2008/11/jornalismo-no-canad.html' title='Jornalismo no Canadá'/><author><name>Lorena Dana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15626693988872848654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wpQC34cxQ-c/TE2BRW_gfII/AAAAAAAACz8/ZyVzE5xDmMk/S220/AVATAR_DANA-box.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-291811765283385745.post-6183200450433639701</id><published>2008-11-02T12:17:00.000-02:00</published><updated>2008-11-02T12:22:46.368-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ministério Público'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Goiás'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nepotismo'/><title type='text'>O Fim do Nepotismo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;STF define que servidores públicos não podem empregar familiares. Ministério Público de Goiás alerta os órgãos públicos para a validade da nova resolução&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;por Lorena Gonçalves&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;_______________________________________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Supremo Tribunal Federal aprovou, no dia primeiro de outubro, a elaboração uma súmula que proíbe a distribuição de cargos públicos para parentes (o nepotismo), no Judiciário, Legislativo, e Executivo da União. O documento regerá detalhes sobre vedações, incluindo graus de parentesco e contratações cruzadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A decisão de elaborar uma súmula surgiu a partir de um processo julgado pelo ministro Ricardo Lewandowski, que apurou contratações de um secretário de saúde e de um motorista, no município de Água Nova, no Rio Grande do Norte. Ambos contratados eram parentes de um vereador e de um vice-prefeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2005, o Conselho Nacional de Justiça redigiu uma resolução que proibia a prática do nepotismo no Poder Judiciário. O argumento principal se relacionava ao cumprimento do artigo 37 da Constituição Federal, que diz: “a administração pública de qualquer dos Poderes obedecerá aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, a decisão foi contestada por vários ministros que empregam parentes. Os magistrados afirmaram que o Conselho não teria competência constitucional para determinar o fim do nepotismo. Nessa edição da proposta, a resolução retratava como nepotismo empregar cônjuges, companheiros ou parentes em linha reta, colateral, ou por afinidade, até o terceiro grau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Movida por essa reação do Judiciário, a Associação dos Magistrados Brasileiros entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal pedindo que a instituição declarasse a validade da resolução. Essa ação só foi aprovada em setembro desse ano, e com um adendo: o nepotismo foi considerado inválido também nos poderes Legislativo e Executivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Goiás sem nepotismo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O procurador geral de justiça de Goiás, Eduardo Abdon Moura, ao perceber a proximidade da liberação da súmula pelo Judiciário, enviou uma recomendação aos órgãos públicos estaduais para reforçar a proibição. De acordo com o procurador, as preocupações acerca do nepotismo no Estado surgiram na década de 90, mas só em 2006 iniciou-se um processo ofensivo contra a prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por causa de uma recomendação feita pelo Ministério Público, várias pessoas já foram exoneradas de seus cargos”, afirmou Abdon Moura. Em 2006, mais de 1500 parentes de prefeitos e vereadores de todo o Estado deixaram os cargos públicos. A Prefeitura de Goiânia demitiu 21 funcionários ilícitos, e a Câmara de Vereadores da Capital exonerou mais de 60 servidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na recomendação feita por Abdon Mouro, considera-se que além de não contratarem funcionários ilegais, os órgãos públicos também não devem fazer novas admissões sem declarações de não-parentesco firmadas entre o contratado e seu respectivo superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ministério Público também está preocupado com os novos cargos a serem ocupados após a eleição. Nesse sentido, a partir da campanha “Votar pra Valer” há um processo de conscientização dos candidatos a respeito do nepotismo. “A partir do momento que se mudam os prefeitos, mudam-se os vereadores, toda a situação muda. Os parentes desses novos administradores estarão impedidos de ocupar cargos municipais”, explicou Abdon Mouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O procurador ressaltou também que casos de nepotismo cruzado devem ser extintos. Essa prática ocorre quando um servidor público emprega o parente de outro servidor, e vice-versa. É uma troca de favores, utilizada como forma de contornar a lei, pois assim o servidor não estabelece relações empregatícias diretas com seu familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A recomendação geral enviada aos órgãos públicos estipulou o prazo de trinta dias para que todos os funcionários irregulares fossem demitidos. Caso as medidas cabíveis não forem tomadas, o Ministério Público vai exigir respostas, e se preciso, vai entrar com ações judiciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abdon Mouro ressaltou que a população pode e deve participar ativamente de fiscalizações e denúncias de casos de nepotismo. O contato é feito por meio do e-mail caopps@mp.go.gov.br, pelo link disponibilizado no sítio do Ministério Público de Goiás: www.mp.go.gov.br, ou pelo telefone: (62) 3243-8000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/291811765283385745-6183200450433639701?l=dana-jornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/feeds/6183200450433639701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=291811765283385745&amp;postID=6183200450433639701&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/6183200450433639701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/291811765283385745/posts/default/6183200450433639701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dana-jornalismo.blogspot.com/2008/11/o-fim-do-nepotismo.html' title='O Fim do Nepotismo'/><author><name>Lorena Dana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15626693988872848654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wpQC34cxQ-c/TE2BRW_gfII/AAAAAAAACz8/ZyVzE5xDmMk/S220/AVATAR_DANA-box.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
